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Friday, 9 October 2026

 DA VISÃO EXTERNA DAS ELEIÇÕES E VOTOS DOS BRASILEIROS

As eleições brasileiras neste fim da semana foram observadas no mundo inteiro com toda atenção. Foram notícias e comentários. A imprensa americana colocou a eleição no campo de ampliação da influência americana no continente. O influente Le Monde diz que a perda de votos do Lula se deve ao seu desgaste em governar. A imprensa chinesa, inclusive de Hong Kong, fala muito em reposicionamento do Brasil em relação aos Estados Unidos e também com a China. Em termos gerais, há uma surpresa pelo avanço não só de Flávio Bolsonaro, mas em especial pela ocupação pela direita da Câmara e do Senado. Avanço extraordinário da direita.

Os embaixadores dos países da União Europeia assistiram em conjunto as eleições em Brasília, mas nenhum país europeu emitiu qualquer comentário. Quem falou alto da sua satisfação de Flávio Bolsonaro estar na frente foi o argentino Millei. Também o presidente colombiano foi enfático e mostrou satisfação como Millei. Trump não fez muitos comentários, mas fez um que vale a pena anotar: sobre a rapidez de apuração.

Aliás, não foi único. Falando com um Primeiro-ministro de um país europeu, também não acreditou que apenas quatro horas após o fechamento das urnas, já saiu o resultado. Neste capítulo específico, a tranquilidade e ordem nas eleições, a lisura e confiança no resultado, e o funcionamento do sistema, o país deu um show de bola digno de nossa seleção dos anos 70. E mais, não houve, muitos jornais lembrando disso, a confusão e contestação do sistema eletrônico de votação como nas últimas eleições.

À margem desse retrato geopolítico das eleições brasileiras, mas sem ser marginal, estão as votações dos brasileiros no exterior. Dos quatro milhões de brasileiros fora do país, 918 mil são registrados como eleitores, vivendo em 134 países. Através do Itamaraty, foram montadas urnas eletrônicas em 186 cidades. Se o mundo admira a organização das eleições no território nacional, inclusive nas aldeias indígenas, é admirável ver como isso ocorre pelo mundo afora, levando em consideração todas as diferenças locais. Nos EUA, o receio de que a temível polícia imigratória ICE fosse esperar os brasileiros para questionar a documentação e os prender, não aconteceu. Nenhum incidente e não foi por acaso. O governo americano quer que os brasileiros votem lá e assim Flavio Bolsonaro teve 61 % dos votos. Como no Japão, 72 %. Mas em Portugal Lula teve 52 %. Lula também ganhou na Palestina, mas perdeu em Israel. Os votos no exterior não alteram o resultado final na visão de hoje. Mas, dependendo de como vai se desenvolver o segundo turno, cada voto conta.

Os mercados financeiros, um fiável indicador dos que mandam no planeta, reagiram pelo mundo afora com uma alegria incrível e confiança de que se o resultado do primeiro turno prevalecer no segundo, os ganhos serão celestiais.

  

 

 

 

 

 


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