Powered By Blogger

Saturday, 22 August 2026

 ELECTIONS ELSEWHERE AFFECTING US


As expected, we’re focused on Brazil’s general elections in October. In fact, the whole world is watching to see what will happen in those elections. But this year there have been more than 40 elections worldwide, including those in Colombia, Hungary, and Peru, and by the end of the year we’ll have elections in Israel, the United States, Sweden, and Morocco. The latter two are important because of our military aircraft alliance with Sweden and, in the case of Morocco, because it’s a major supplier of phosphate. The Swedes are pragmatic, and any government will continue the military relationship. And in Morocco, King Mohamed VI is in charge, so the election is mostly for show. Then there’s Haiti, which is always in crisis, and Nicaragua, which has declared it will hold no more elections—a former ally of Brazil.


The election in Israel at the end of October will be hotly contested. Current Prime Minister Netanyahu, who has lost Trump’s support, is doing everything he can to stay in power after twelve years. The world’s perception of how he governs Israel, his concepts of democracy in the country, and his treatment of the Palestinians are all too well known. Far-right radicals are attacking Palestinian villages, creating a climate of terror—condemned by the U.S.—and claiming there is no prospect for peace as long as Palestinians remain there. The occupation of Gaza remains unresolved, and the invasion of southern Lebanon is only intensifying.

On the other side is the former Chief of Staff of the Israel Defense Forces, General Eisenkot, who advocates for more moderate policies and, ultimately, a reduction in the armed conflicts that are draining the country’s resources. According to election forecasts, neither candidate will secure a majority in the Knesset, but both will need the ability to form a coalition. A key issue in these elections will be Israel’s new role and its relationship with Middle Eastern countries and Iran. The country’s security is the top priority for all candidates, but how to achieve it is the question. Furthermore, the October 7 massacre remains fresh in everyone’s memory—why it happened and how it was handled afterward.

The U.S. midterm elections, which will renew the 435-member House of Representatives and 30 Senate seats, will serve as a referendum on the Trump administration, whose approval rating currently stands at 35%. In addition to the never-ending conflict with Iran, Americans have seen a 24.6% increase in the cost of gasoline, a 39% rise in heating oil prices (the elections are in November, already in winter), and a more than 5% increase in food prices over the past year. The current forecast is that the Democrats, the opposition, will win the House of Representatives, while Trump’s Republicans will win the Senate. If that happens, Trump will face certain limitations on his ability to govern, but not to the point of changing the essence of his governance model.

The results of these two elections directly affect us from political, financial, and economic perspectives—far more so than the selection of the new United Nations Secretary-General.


STEFAN SALEJ

(Stefan Bogdan Barenboim Šalej)


August 21, 2026


Published in:

Diário do Comércio — Around the World


✉️ COMMENTS / UNSUBSCRIBE

If you would like to comment or unsubscribe, reply without a comment or write to: SBSALEJ@iCLOUD.COM


www.salejcomment.blogspot.com 


 ŠALEJ NO COMMENT

DAS ELEIÇÕES DOS OUTROS BATENDO NA GENTE

5C8366D5-405E-4511-A811-CFC2A82A570C.png 

Como deve ser, estamos concentrados nas eleições gerais em outubro no Brasil. Aliás, o mundo inteiro está observando o que deve acontecer nessas eleições. Mas neste ano houve no mundo mais de 40 eleições, entre outras na Colômbia, Hungria Peru, e até o final do ano teremos eleições em Israel, Estados Unidos, Suécia e Marrocos. As duas últimas são importantes por causa danossa aliança na área de aviões militares com Suécia eno caso doMarrocos, por ser grande fornecedor de fosfato. Os suecos são práticos e qualquer governo vai continuar o relacionamento na área militar. E no Marrocos, o Rei Mohamed VI manda, e então a eleição é mais para inglês ver. Tem mais o Haiti, que está sempre em crise e Nicarágua, que declarou que não vai ter mais eleições. Ex-país-amigo do Brasil.

Disputada será a eleição em Israel no final de outubro. O atualPrimeiro-ministro Netanyahu, que perdeu o apoio de Trump, está fazendo tudo para se manter no poder, após doze anos. A percepção do mundo de como ele dirige Israel, os conceitos dele de democracia no país, e tratamento aos palestinos, são mais do que conhecidos. Os radicais de extrema direita estão atacando as aldeias palestinas, criando um verdadeiro terror, condenado pelos EUA, e dizendo que não há perspectiva de paz enquanto tiver palestino por lá. A ocupação de Gaza continua sem solução, e a invasão do Sul de Líbano está só aumentando.

Na outra ponta está o ex-chefe do Estado Maior das Forças de defesa de Israel, general Eisenkotque prega políticas mais moderadas e, não no final, a redução dos conflitos armados que estão sugando o sangue do país. Pelas previsões eleitorais nenhum dos dois candidatos terá a maioria na Knesset, parlamento, mas terá que ter a habilidade de fazer uma coalizão. Uma coisa importante nessas eleições será o novo papel de Israel e sua relação com ospaíses do Oriente Médio e Irã. A segurança do país é a prioridade para todos os candidatos, mas como alcançá-la é a questão. E mais, na memória de todos está o massacre de de outubroPorque aconteceu e como foi administrado depois.

As eleições de midterm americanas, renovando a Câmara de deputados, 435, e 30 assentos no Senado, serão um julgamento do governo Trump, cuja aprovação hoje está em 35 %. Além doconflito com o Irã, sem fim, o americano sofreu em um ano um aumento do custo da gasolina de 24.6 %, do óleo para aquecimento,de 39 % (as eleições são em novembro, já no inverno) e dos alimentos, de mais de 5 %. A previsão hoje é que os Democratas, oposição, ganhem a Câmara dos deputados, e os Republicanos deTrump, Senado. Se isso acontecer, Trump terá certas limitações na governabilidade, mas não ao ponto de mudar a essência do seu modelo de gestão.

Os resultados das duas eleições nos afetam diretamente tanto do ponto de vista político como financeiro e econômico. Bem mais do que escolha do novo Secretário-geral das Nações Unidas.


STEFAN SALEJ
(Stefan Bogdan Barenboim Šalej)

21 de agosto de 2026

Publicado em:
Diário do Comércio — Giro pelo Mundo

✉️ COMENTÁRIOS / CANCELAMENTO
Caso queira comentar ou cancelar o recebimento, responda sem comentário ou escreva para: SBSALEJ@iCLOUD.COM

www.salejcomment.blogspot.com 

Saturday, 15 August 2026

 14 de agosto de 2026

Dos insultos e negócios

STEFAN ŠALEJ

Como a troca de ofensas entre presidentes vem custando caro aos negócios do Brasil — e por que a diplomacia empresarial é a saída

 

Parece que o que ensinamos às nossas filhas, filhos, netas e netos não vale para os presidentes de nossos países. Não fale palavra feia. Mas presidente pode?

O fato é que estamos assistindo perplexos, já há bastante tempo, a uma troca de insultos e falta de civilidade entre presidentes — no nosso caso, entre Brasil e Argentina especificamente — que passam dos limites da civilidade das populações dos dois países. Nós, os cidadãos, não somos assim. E mesmo que discordemos em futebol, onde não há limites, nos respeitamos e não demos procuração aos presidentes para se xingarem e expressarem suas opiniões privadas, verdadeiras ou não, para prejudicar nada mais, nada menos, do que os nossos negócios, entre outros.

Vivemos em um período em que as personalidades presidenciais do eixo Brasil–Argentina–Estados Unidos falam e dizem umas às outras o que querem. Claro que a parte ofendida publicamente tem que reagir. Interessante é que, no passado, as ruas ganhavam esses protestos, mas hoje são as redes sociais os elementos que contam. Estudantes na rua queimando bandeiras, já era. E o operário, hoje, cuida do seu emprego, pouco se lixando se o presidente foi chamado de ladrão. O nacionalismo mudou.

DOIS PARCEIROS, DOIS CONFLITOS

O fato é que o Brasil está em conflito direto com dois de nossos maiores parceiros: EUA e Argentina. No caso americano, tudo indica que as novas tarifas vão ficar e que a discussão, sabiamente orientada pelo Itamaraty, passou para a OMC — e, no Brasil, o assunto virou parte do debate eleitoral. Mas é bom lembrar os nomes com que nossa Primeira-Dama chamou o empresário número um do mundo, Elon Musk. Ela esqueceu; ele, jamais.

O Brasil — ou seja, nossos políticos — deveria olhar, antes de abrir a boca, para os interesses do país. Cala-te, Magda. Com a Argentina temos uma aliança industrial que nos beneficia: exportamos produtos industrializados que a China não compra, além de investimentos. Sem falar em turismo. Especificamente em toda a América Latina, temos superávit na balança comercial — 14 bilhões de dólares — e mais de 30 bilhões de investimentos.

AUSÊNCIAS QUE CUSTAM CARO

Nosso presidente, em dois anos, só foi à posse de seus companheiros no México e no Uruguai; não foi à assinatura do acordo Mercosul–UE, nem à posse de outros oito presidentes. Divergências ideológicas não impediram, no regime militar, relações com a União Soviética, a China e outros. Nossos vizinhos também investem no Brasil — veja o Chile, 20 bilhões de dólares. Nossos bancos estão formando uma rede financeira na América Latina.

Já passamos maus bocados no mundo com o comportamento estranho do governo anterior. E agora perdemos todo o capital positivo que tínhamos como país — sem falar no futebol —, com excesso verbal e falta de racionalidade na defesa de nossos interesses. Essas confusões a que assistimos prejudicam nossos negócios de hoje e de amanhã. A esperança é que a tradição da diplomacia brasileira prevaleça, não só no trato com o exterior, mas que consiga também baixar a bola por aqui.

Políticos, no mundo inteiro, adoram conflitos com inimigos externos — imaginários ou reais. Há certo machismo nisso. Mas brigar com outros países pode unir um país dividido e aumentar o nacionalismo para efeitos eleitorais. E políticos vão; as empresas ficam, com as consequências e os prejuízos.

Se o empresariado espera que a bola vai baixar pela vontade dos políticos, não vai.

A SAÍDA: DIPLOMACIA EMPRESARIAL

Uma das soluções mais usadas é a “diplomacia empresarial”. No Brasil, ajudou muito a desarmar recentemente o problema das tarifas com os EUA, mas também foi importante no passado o MEBEF (Mercosul-EU Business Forum) e outras iniciativas. Os tempos de hoje exigem canais de diálogo abertos, uma estratégia empresarial de atuação nessa área — incluindo câmaras de comércio brasileiras no exterior, missões, representação de entidades empresariais e mais.

 

SALDO COMERCIAL DO BRASIL COM A AMÉRICA DO SUL — 2025

País

Saldo comercial 2025

Situação

🇦🇷 Argentina

≈ +US$ 4,0 bi

Superávit

🇨🇱 Chile

≈ +US$ 2,5 bi

Superávit

🇵🇾 Paraguai

≈ +US$ 2,0 bi

Superávit

🇺🇾 Uruguai

≈ +US$ 1,5 bi

Superávit

🇨🇴 Colômbia

≈ +US$ 1,5 bi

Superávit

🇵🇪 Peru

≈ +US$ 0,8 bi

Superávit

🇪🇨 Equador

≈ +US$ 0,7 bi

Superávit

🇻🇪 Venezuela

+US$ 0,489 bi

Superávit

🇬🇾 Guiana

≈ +US$ 0,4 bi

Superávit

🇸🇷 Suriname

≈ +US$ 0,1 bi

Superávit

🇧🇴 Bolívia

≈ 0,0 bi

Equilíbrio

TOTAL AMÉRICA DO SUL

≈ +US$ 14 bi

Superávit

Fonte: dados compilados pelo autor. Valores aproximados em bilhões de dólares.

INVESTIMENTOS E INTEGRAÇÃO ECONÔMICA POR PAÍS

País

Brasil → país

(2024)

País → Brasil

(2024)

Comércio

Brasil–país 2025

Saldo

comercial

Integração

🇦🇷 Argentina

8,63 bi

~1,4 bi

~US$ 31 bi

+

★★★★★

🇨🇱 Chile

5,03 bi

~19,6 bi

~US$ 11–12 bi

+

★★★★★

🇺🇾 Uruguai

5,92 bi

~9,0 bi

~US$ 6 bi

+

★★★★

🇵🇾 Paraguai

1,76 bi

n/d

~US$ 7–8 bi

+

★★★★★

🇨🇴 Colômbia

0,76 bi

~2,2 bi

~US$ 6–7 bi

+

★★★★

🇵🇪 Peru

1,02 bi

~0,4 bi

~US$ 4–5 bi

+

★★★★

🇻🇪 Venezuela

0,91 bi

n/d

~US$ 1,2 bi

+0,49 bi

★★★

🇧🇴 Bolívia

0,11 bi

n/d

~US$ 2,6 bi

~0

★★★

🇪🇨 Equador

0,26 bi

n/d

~US$ 1,5 bi

+

★★★

🇬🇾 Guiana

n/d

n/d

~US$ 1 bi

+

★★★★

🇸🇷 Suriname

n/d

n/d

<US$ 0,5 bi

+

⭐ Escala de integração econômica de 1 a 5 estrelas, segundo avaliação do autor. n/d = dado não disponível.

POSSES PRESIDENCIAIS NA AMÉRICA LATINA — QUEM REPRESENTOU O BRASIL

País

Presidente empossado

Data

Brasil representado por

Nível

🇦🇷 Argentina

Javier Milei

10/12/2023

Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores

Ministro

🇪🇨 Equador

Daniel Noboa

23/11/2023

Geraldo Alckmin, vice-presidente

Vice-presidente

🇬🇹 Guatemala

Bernardo Arévalo

15/01/2024

Geraldo Alckmin, vice-presidente

Vice-presidente

🇸🇻 El Salvador

Nayib Bukele — novo mandato

01/06/2024

Luiz Paulo Teixeira, ministro do Desenvolvimento Agrário

Ministro

🇵🇦 Panamá

José Raúl Mulino

01/07/2024

Geraldo Alckmin, vice-presidente

Vice-presidente

🇩🇴 Rep. Dominicana

Luis Abinader — novo mandato

16/08/2024

Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores

Ministro

🇲🇽 México

Claudia Sheinbaum

01/10/2024

Luiz Inácio Lula da Silva

Presidente

🇺🇾 Uruguai

Yamandú Orsi

01/03/2025

Luiz Inácio Lula da Silva

Presidente

🇸🇷 Suriname

Jennifer Geerlings-Simons

16/07/2025

Márcia Lopes, ministra das Mulheres

Ministra

🇧🇴 Bolívia

Rodrigo Paz

08/11/2025

Geraldo Alckmin, vice-presidente

Vice-presidente

Fonte: dados compilados pelo autor.

 

STEFAN SALEJ

(Stefan Bogdan Barenboim Šalej)

14 de agosto de 2026

Publicado em:

Diário do Comércio — Giro pelo Mundo

✉️ COMENTÁRIOS / CANCELAMENTO

Caso queira comentar ou cancelar o recebimento, responda sem comentário ou escreva para: SBSALEJ@iCLOUD.COM

www.salejcomment.blogspot.com