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Sunday, 22 March 2026

 FROM BUENA VISTA SOCIAL CLUB


An island 150 km away from Miami, until 1898 Spanish colony, conquered by the US in the war with the Spanish crown and independent in 1902, with a sugar and rum production supplying the world, becomes an American mafia colony and General Batista's dictatorship. 67 years ago, under the leadership of Fidel Castro, it has become a satellite of the Soviet Union that intended to install nuclear missiles right at the door of the United States. From the missile crisis, American invasion of Cuba by the Bay of Pigs, Cuban intervention in several countries in Latin America and Africa, guerrilla training and more recent medical assistance, Cuba, romantic vision of a new world, but a dictatorship, resisted everything and survived. Even his wonderful music, Buena Vista, is a beautiful example of this, cigars and rum managed to survive.


With the fall of the Soviet Union, the money disappeared. Other godparents appeared, such as Venezuela and leftist governments in Latin America and even a détente with the United States during the Obama administration. Some changes, especially attracting investments in tourism, facilities in small businesses, but nothing substantial. General impoverishment and without any perspective led millions of Cubans to emigrate, first to Miami, and more recently to Mexico and Brazil. But the world, with Trump's entry into the US presidency, has changed. With Venezuela under US rule, the oil supply disappeared and the island collapsed completely. Brazil, to which Cuba owes, like Venezuela, approximately 1 billion dollars, refuses to send oil for fear of sanctions from the United States. The same goes for Mexico.


And then, the United States, even with the conflict in Iran, with the war in Ukraine, wants change on the island. The former guerrillas aged and, with the conquest of power, they bourgeoisized, and the island lost its strategic importance for Russia and China. Cuba has no strategic value, but perhaps just for what is left of cigars and rum.


When as Special Envoy from Slovenia to Latin America and the Caribbean I was responsible in the EU for relations with Cuba, which always took a lot of work with prisons of dissidents, a high American diplomat told me in off, that what he wanted was for Cuba to return to what it was when he was when he was young he would visit the island and learn to live, the island to the sound of Buena Vista.


With the latest measure of the communist government, announced in the old idol of the Latin American revolutionary youth, the newspaper Granma, which allows investments from Cuban exiles, with the changes that may occur, the island will probably return to what it was at the time of Batista. A beautiful example of how young Latin American idealists got lost in the bowels of ideology and how geopolitical aspects and interests and their value change.

 DO BUENA VISTA SOCIAL CLUB

Uma ilha distante 150 km de Miami, até 1898 colônia espanhola, conquistada pelos EUA na guerra com a coroa espanhola e independente em 1902, com uma produção de açúcar e rum abastecendo o mundo, se torna colônia de máfia americana e ditadura do General Batista. Há 67 anos, sob a liderança de Fidel Castro, passa a ser satélite da União Soviética que pretendia instalar mísseis nucleares bem na porta dos Estados Unidos. Da crise dos mísseis, invasão norte-americana de Cuba pela Baía dos Porcos, intervenção cubana em vários países na América Latina e África, treinamento de guerrilheiros e assistência médica mais recente, Cuba, romântica visão de um mundo novo, mas uma ditadura, resistiu a tudo e sobreviveu. Até sua música maravilhosa, Buena Vista, é um belo exemplo disso, charutos e rum conseguiram sobreviver.

Com a queda da União Soviética, sumiu o dinheiro. Apareceram outros padrinhos, como a Venezuela e governos de esquerda na América Latina e até uma distensão com os Estados Unidos durante o governo Obama. Algumas mudanças, em especial atrair investimentos em turismo, facilidades em pequenos negócios, mas nada substancial. Empobrecimento geral e sem nenhuma perspectiva levou milhões de cubanos a emigrar, primeiro para Miami, e mais recentemente para o México e Brasil. Mas, o mundo, com a entrada de Trump na presidência norte-americana, mudou. Com a Venezuela sob domínio norte-americano, sumiu o fornecimento de petróleo e a ilha entrou em colapso total.  O Brasil, a quem Cuba deve, como também a Venezuela, aproximadamente 1 bilhão de dólares, se nega a mandar petróleo por receio de sanções dos Estados Unidos. O mesmo vale para o México.

E aí, os Estados Unidos, mesmo com o conflito no Irã, com a guerra na Ucrânia, querem mudança na ilha. Os antigos guerrilheiros envelheceram e, com a conquista do poder, se aburguesaram, e a ilha perdeu sua importância estratégica para a Rússia e a China. Cuba não tem valor estratégico, a não ser talvez só pelo que sobrou de charutos e rum.

Quando como Enviado especial da Eslovênia para a América Latina e Caribe fui responsável na UE pelas relações com Cuba, o que dava sempre muito trabalho com prisões de dissidentes, um alto diplomata norte-americano me disse em off, que o que ele queria era que Cuba voltasse ser o que era quando ele ainda jovem ia visitar a ilha e aprender a viver, a ilha ao som de Buena Vista.

Com a última medida do governo comunista, anunciada no antigo ídolo da juventude revolucionária latino-americana, o jornal Granma, a qual permite investimentos dos exilados cubanos, com as mudanças que podem decorrer, a ilha provavelmente voltará ser o que foi na época do Batista. Um belo exemplo de como jovens idealistas latino-americanos se perderam nas entranhas da ideologia e como mudam as vertentes e interesses geopolíticos e seu valor.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Saturday, 14 March 2026

OF OIL: NEED, BONANZA, VOLATILITY AND CURSE


The conflict between Iran and the United States has a name for most in Brazil: oil. Discovered in 1859 in Pennsylvania, USA, it is initially used to replace whale oil for public lighting, and then became the driving force for the development of the world, from the invention of the automobile in the early 20th century. Today, the world we live in would disappear without oil. Derivatives, in addition to gasoline, diesel and kerosene, there are thousands, such as fertilizers, medicines, plastics, without which there is no life on the planet. The energy transition proposal will take dozens of years and the conflict in the Middle East shows how we are still dependent on oil for the world to even work.


The world's largest producer is the USA, the Gulf countries are next. Brazil is the seventh with an average daily production of 4 million barrels. Oil is the second most important item on the agenda of Brazilian exports. If we compare the timeline of oil exploration in Brazil with other countries, we discover that from the discovery of the first field in Bahia in 1939, to the exploration with pre-salt platforms, deep waters, in 2010, there has been an extraordinary advance. And if we add to this the use of ethanol 50 years ago, today in mixture with gasoline at 30%, we see that energy policies were partially right.


The numerous conflicts in the oil areas shake the whole world. Be it the increase in the price of the barrel, as happened these days, from 80 dollars to the peak of 120 and then momentary stability around 100 dollars, or in 1970 the revolt of the Arab countries and Iran through OPEC, forcing a price increase that shook the world and its stability. In other words, those who have oil send and those who don't, obey. And oil is also an ally of gas, which moves homes and industrials. Remember Russia's gas-free Europe in the middle of the conflict in Ukraine.


In this context we have the problems of availability and price. The two are closely linked and there is no country in the world that is not affected by the conflict in Iran. Brazil produces more than Iran, but they have 13 times more reserves. And in our case, it seems that it is the fate that is reserved for us by the geniuses of the homeland, we have and produce oil, but we import 30% of diesel, 15% of gasoline, 70% of fertilizers and more gas. Our vulnerability is compared to European countries that have no oil, no gas, sometimes coal. And then the volatility that affects us is greater because it not only affects all costs, but above all our ability to produce and export. In fact, explaining, even remembering Lava Jato and our natural resources management policy, because we do not have and will not have in the next ten years downstream, the greater production of diesel, fertilizers and gasoline, is a matter of geniuses. Agriculture, depending on third-party fertilizers and diesel, not to mention armed conflicts, and being competitive, is proof that God is Brazilian, because the men who govern us do everything so that we have no future.

 DO PETRÓLEO: NECESSIDADE, BONANÇA, VOLATILIDADE E MALDIÇÃO

 

O conflito entre o Irã e os Estados Unidos tem para a maioria no Brasil um nome: petróleo. Descoberto em 1859 na Pensilvânia, nos EUA, é usado inicialmente para substituir óleo de baleia para a iluminação pública, e depois tornou-se a força motriz do desenvolvimento do mundo, a partir da invenção do automóvel, no início de século XX. Hoje, o mundo no qual vivemos desapareceria sem petróleo. Derivados, além da gasolina, diesel e querosene, são milhares, como fertilizantes, medicamentos, plásticos, sem os quais não tem vida no planeta. A proposta transição energética vai levar dezenas de anos e o conflito no Oriente Médio mostra como somos dependentes ainda do petróleo para sequer o mundo funcionar.

O maior produtor mundial são os EUA, os países do Golfo estão em seguida. O Brasil é o sétimo com produção média diária de 4 milhões de barris. Petróleo é o segundo item mais importante na pauta das exportações brasileiras. Se compararmos a linha do tempo da exploração de petróleo no Brasil com outros países, descobrimos que desde a descoberta do primeiro campo na Bahia, em 1939, até a exploração com plataformas de pré-sal, águas profundas, em 2010, houve um avanço extraordinário. E se a isso se adicionar o uso de ethanol há 50 anos, hoje em mistura com gasolina em 30 %, vemos que políticas energéticas foram parcialmente acertadas.

Os inúmeros conflitos nas áreas de petróleo sacodem o mundo inteiro. Seja o aumento do preço do barril, como aconteceu estes dias, de 80 dólares para o pico de 120 e depois momentânea estabilidade em torno de 100 dólares, ou em 1970 a revolta dos países árabes e Irã através da OPEC, forçando um aumento de preços que sacudiu o mundo e sua estabilidade. Ou seja, quem tem petróleo manda e quem não tem, obedece. E o petróleo é aliado também do gás, que move lares e industriais. Lembre da Europa sem gás da Rússia no meio do conflito na Ucrânia.

Nesse contexto temos os problemas da disponibilidade e do preço. Os dois são ligados intimamente e não há país no mundo que não seja afetado com o conflito no Irã. O Brasil produz mais que o Irã, mas eles têm 13 vezes mais reservas. E no nosso caso, parece que é o destino que se nos está reservando pelos gênios da pátria, temos e produzimos petróleo, mas importamos 30 % de diesel, 15 % de gasolina, 70 % de fertilizantes e mais gás. A nossa vulnerabilidade se compara aos países europeus que não tem petróleo, não tem gás, às vezes carvão. E então a volatilidade que nos atinge é maior porque não só atinge todos os custos, mas sobretudo nossa capacidade de produzir e exportar. Aliás, explicar, mesmo relembrando a Lava Jato e a nossa política de gestão de recursos naturais, porque não temos e nem vamos ter nos próximos dez anos downstream, a produção maior de diesel, fertilizantes e gasolina, é assunto de gênios. O agro, dependendo de fertilizantes e diesel de terceiros, sem falar nos conflitos armados, e ser competitivo, é a prova de que Deus é brasileiro, porque os homens que nos governam fazem tudo para que não tenhamos futuro.

 

 

 

 

 


Sunday, 1 March 2026

 Diário do Comércio

Belo Horizonte

Coluna de Stefan Salej – 23.02.2026

Stefan Bogdan Barenboim Salej

Editorial do Diario do Diário do Comércio

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“O Brasil tem que ter um projeto, através de eficiência, eficácia e desenvolvimento econômico, com resultados sociais para a maioria da população. Primeiro tem que reforçar a qualidade da educação, com acesso amplo, adaptando o desenvolvimento tecnológico ao mercado de trabalho. Decidir se vamos ser um país exportador de matérias-primas e commodities ou se vamos começar a produzir produtos industrializados e de valor agregado, seja com mais ou menos tecnologia”.

A receita não é nova, dela tampouco se pode dizer que seja desconhecida embora certamente ande um tanto esquecida. Daí a importância de ser lembrada, tanto mais que pela voz de um industrial conhecido e respeitado, Stefan Salej, ex-presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg). Importante também que seja lembrada, como uma espécie de convite, no preciso momento em que as articulações políticas se aproximam da definição dos candidatos que participarão da corrida eleitoral com chegada prevista para o próximo mês de outubro.

Salej nos fala precisamente do que está faltando, um projeto para o País construído a partir de ideais e centrado na criação de condições para que todos os potenciais da gente e da terra brasileira afinal produzam os frutos que deles podem ser esperados. Algo como abrir e pavimentar a estrada capaz de nos conduzir ao futuro tão aguardado, esforço que, como lembrado agora, necessariamente tem que partir e se sustentar na educação de qualidade.

Lembrança oportuna também por conta do recente acordo firmado pelos países que integram o Mercosul com a Comunidade Europeia destinado a facilitar e expandir relações comerciais e de negócios. Poderá ser um grande avanço desde que o Brasil seja também capaz de recuperar sua proximidade e interação com as mais modernas tecnologias, colocando-se assim em condições de atender mercados mais avançados. Do contrário corre o risco de redução até mesmo de atividades industriais mais básicas para apenas firmar – eternizando – sua condição, quase colonial, de fornecedor de matérias-primas, ainda que destinadas à alimentação.

Com rica experiência recente em seu país natal, a Eslovênia, e atuação ativa na Comunidade Europeia, Stefan Salej conhece a realidade e sabe muito bem do que está falando. Com a vantagem de igualmente conhecer muitíssimo bem o Brasil, de seus gargalos às suas vantagens competitivas. E assim poder advertir, como fez em recente encontro com empresários na Associação Comercial de Minas, que o acordo com a Europa poderá ser muito bom, mas será ruim se o Brasil não tiver um projeto bem estruturado para dar competitividade à sua indústria.

FROM LATIN AMERICA SPINNING, SPINNING


Will Iran be attacked by the United States or not? Anything can happen, or nothing will happen. But, the tension hangs in the air and, meanwhile, the world continues to turn. North American tariffs, which are currently at 10% and will soon reach 15%, are another unpredictability we have in international trade. And then we arrive at our continent, the new old backyard of the powerful neighbor of the North.


Some unwary say that Brazil, more for the wisdom of its government than for the American grace, benefited from the new tariff policy. Nothing more wrong, because we will have numerous other tariff instruments that have not been revoked and, therefore, we are far from being able to say that it is quiet.


The most striking fact this week on the continent was the murder by security forces of the most fearsome Mexican hitman, El Mencho. With her death, the Mexican President consolidated her government with the firm purpose of fighting organized crime, but the country plunged into a wave of murders and riots that can last a long time.


Different disruption had with strikes and protests in Argentina, where the chainsaw owner Milei achieved the impossible: to approve in the Legislature a labor reform, the dream of South American capitalism. And he also approved the agreement between the European Union and Mercosur, something that is on the agenda of Congress in Brasilia, but far from being approved without an additional vacation.


Impressive is what is happening in Venezuela. Maduro and his wife disappeared, no one talks about them, the country has increased oil production, American "experts" control finances and the flow of money and everything else is in holy peace. Some political prisoners were released, Maduro's gang forgot about him and obeys Washington's orders better than many in the United States itself.


Colombia, whose president Petro exchanged some of the worst quality kindnesses with the US president, went to visit him at the White House and they were childhood friends again, since there will be elections in a few months. In fact, in this line, the president of Nicaragua, archenemy of the USA, has disappeared. Not even his wife, vice president, talks anymore. And the Brazilian government announced that President Lula will go to the capital of the continent in March in its new version.


And in Cuba, where there is no more oil, the energy crisis, generating food and health crisis combined with all kinds of Uncle Sam sanctions, problems recognized even in the newspaper of the Communist Party Granma, what will happen? Unofficial sources say that the two parties are talking and the interlocutor is Raul Castro's grandson. The US is pressuring Cubans very hard, but what the solution will be, it's too early to say. The regime change in Cuba would be the fall of the last pawn in the independence albeit relative of the continent of the United States.

Saturday, 28 February 2026

 DA AMÉRICA LATINA GIRANDO, GIRANDO

 

O Irã vai ser ou não atacado pelos Estados Unidos?  Tudo pode acontecer, ou nada vai acontecer. Mas, a tensão paira no ar e, enquanto isso, o mundo continua girando. As tarifas norte-americanas que estão neste momento em 10 % e passarão a 15 % em breve são outra imprevisibilidade que temos no comércio internacional. E aí chegamos ao nosso continente, o novo velho quintal do vizinho poderoso do Norte.

Alguns incautos dizem que o Brasil, mais por sabedoria do seu governo do que pela graça norte-americana, foi beneficiado com a nova política tarifária. Nada mais errado, porque teremos inúmeros outros instrumentos tarifários que não foram revogados e, portanto, estamos longe de poder dizer que está tranquilo.

O fato mais marcante desta semana no continente foi o assassinato por forças de segurança do mais temível sicário mexicano, El Mencho. Com sua morte, a Presidente mexicana consolidou seu governo com o firme propósito de combater o crime organizado, mas o país mergulhou numa onda de assassinatos e distúrbios que pode durar um bom tempo.

Perturbação diferente teve com greves e protestos a Argentina, onde o dono de motosserra Milei conseguiu o impossível: aprovar no Legislativo uma reforma trabalhista, o sonho do capitalismo sul-americano. E aprovou também o acordo entre a União Europeia e o Mercosul, algo que está na pauta do Congresso em Brasília, mas longe de ser aprovado sem um adicional de férias.

Impressionante é o que está acontecendo na Venezuela. Maduro e a esposa sumiram, ninguém fala deles, o país aumentou a produção de petróleo, “experts” americanos controlam as finanças e o fluxo de dinheiro e tudo o mais está em santa paz. Soltaram alguns presos políticos, a turma do Maduro esqueceu dele e obedece às ordens de Washington melhor do que muitos nos próprios Estados Unidos.

A Colômbia, cujo presidente Petro trocou algumas amabilidades da pior qualidade com o presidente dos EUA, foi visitá-lo na Casa Branca e voltaram a ser amigos de infância, já que haverá eleições daqui há alguns meses. Aliás, nesta linha, o presidente da Nicarágua arqui-inimigo dos EUA sumiu. Nem a mulher dele, vice-presidente, fala mais. E o governo brasileiro anunciou que o Presidente Lula vai em março para a capital do continente em sua nova versão.

E em Cuba, onde não tem mais petróleo, a crise energética, gerando crise alimentar e de saúde aliada a todos os tipos de sanções do Tio Sam, problemas reconhecidos mesmo no jornal do Partido Comunista Granma, o que vai acontecer? Dizem fontes não oficiais que as duas partes estão conversando e o interlocutor é o neto do Raul Castro. Os EUA estão pressionando os cubanos com muita dureza, mas qual será a solução, está cedo para dizer. A mudança de regime em Cuba seria a queda do último peão na independência ainda que relativa do continente dos Estados Unidos.