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Saturday, 14 March 2026

OF OIL: NEED, BONANZA, VOLATILITY AND CURSE


The conflict between Iran and the United States has a name for most in Brazil: oil. Discovered in 1859 in Pennsylvania, USA, it is initially used to replace whale oil for public lighting, and then became the driving force for the development of the world, from the invention of the automobile in the early 20th century. Today, the world we live in would disappear without oil. Derivatives, in addition to gasoline, diesel and kerosene, there are thousands, such as fertilizers, medicines, plastics, without which there is no life on the planet. The energy transition proposal will take dozens of years and the conflict in the Middle East shows how we are still dependent on oil for the world to even work.


The world's largest producer is the USA, the Gulf countries are next. Brazil is the seventh with an average daily production of 4 million barrels. Oil is the second most important item on the agenda of Brazilian exports. If we compare the timeline of oil exploration in Brazil with other countries, we discover that from the discovery of the first field in Bahia in 1939, to the exploration with pre-salt platforms, deep waters, in 2010, there has been an extraordinary advance. And if we add to this the use of ethanol 50 years ago, today in mixture with gasoline at 30%, we see that energy policies were partially right.


The numerous conflicts in the oil areas shake the whole world. Be it the increase in the price of the barrel, as happened these days, from 80 dollars to the peak of 120 and then momentary stability around 100 dollars, or in 1970 the revolt of the Arab countries and Iran through OPEC, forcing a price increase that shook the world and its stability. In other words, those who have oil send and those who don't, obey. And oil is also an ally of gas, which moves homes and industrials. Remember Russia's gas-free Europe in the middle of the conflict in Ukraine.


In this context we have the problems of availability and price. The two are closely linked and there is no country in the world that is not affected by the conflict in Iran. Brazil produces more than Iran, but they have 13 times more reserves. And in our case, it seems that it is the fate that is reserved for us by the geniuses of the homeland, we have and produce oil, but we import 30% of diesel, 15% of gasoline, 70% of fertilizers and more gas. Our vulnerability is compared to European countries that have no oil, no gas, sometimes coal. And then the volatility that affects us is greater because it not only affects all costs, but above all our ability to produce and export. In fact, explaining, even remembering Lava Jato and our natural resources management policy, because we do not have and will not have in the next ten years downstream, the greater production of diesel, fertilizers and gasoline, is a matter of geniuses. Agriculture, depending on third-party fertilizers and diesel, not to mention armed conflicts, and being competitive, is proof that God is Brazilian, because the men who govern us do everything so that we have no future.

 DO PETRÓLEO: NECESSIDADE, BONANÇA, VOLATILIDADE E MALDIÇÃO

 

O conflito entre o Irã e os Estados Unidos tem para a maioria no Brasil um nome: petróleo. Descoberto em 1859 na Pensilvânia, nos EUA, é usado inicialmente para substituir óleo de baleia para a iluminação pública, e depois tornou-se a força motriz do desenvolvimento do mundo, a partir da invenção do automóvel, no início de século XX. Hoje, o mundo no qual vivemos desapareceria sem petróleo. Derivados, além da gasolina, diesel e querosene, são milhares, como fertilizantes, medicamentos, plásticos, sem os quais não tem vida no planeta. A proposta transição energética vai levar dezenas de anos e o conflito no Oriente Médio mostra como somos dependentes ainda do petróleo para sequer o mundo funcionar.

O maior produtor mundial são os EUA, os países do Golfo estão em seguida. O Brasil é o sétimo com produção média diária de 4 milhões de barris. Petróleo é o segundo item mais importante na pauta das exportações brasileiras. Se compararmos a linha do tempo da exploração de petróleo no Brasil com outros países, descobrimos que desde a descoberta do primeiro campo na Bahia, em 1939, até a exploração com plataformas de pré-sal, águas profundas, em 2010, houve um avanço extraordinário. E se a isso se adicionar o uso de ethanol há 50 anos, hoje em mistura com gasolina em 30 %, vemos que políticas energéticas foram parcialmente acertadas.

Os inúmeros conflitos nas áreas de petróleo sacodem o mundo inteiro. Seja o aumento do preço do barril, como aconteceu estes dias, de 80 dólares para o pico de 120 e depois momentânea estabilidade em torno de 100 dólares, ou em 1970 a revolta dos países árabes e Irã através da OPEC, forçando um aumento de preços que sacudiu o mundo e sua estabilidade. Ou seja, quem tem petróleo manda e quem não tem, obedece. E o petróleo é aliado também do gás, que move lares e industriais. Lembre da Europa sem gás da Rússia no meio do conflito na Ucrânia.

Nesse contexto temos os problemas da disponibilidade e do preço. Os dois são ligados intimamente e não há país no mundo que não seja afetado com o conflito no Irã. O Brasil produz mais que o Irã, mas eles têm 13 vezes mais reservas. E no nosso caso, parece que é o destino que se nos está reservando pelos gênios da pátria, temos e produzimos petróleo, mas importamos 30 % de diesel, 15 % de gasolina, 70 % de fertilizantes e mais gás. A nossa vulnerabilidade se compara aos países europeus que não tem petróleo, não tem gás, às vezes carvão. E então a volatilidade que nos atinge é maior porque não só atinge todos os custos, mas sobretudo nossa capacidade de produzir e exportar. Aliás, explicar, mesmo relembrando a Lava Jato e a nossa política de gestão de recursos naturais, porque não temos e nem vamos ter nos próximos dez anos downstream, a produção maior de diesel, fertilizantes e gasolina, é assunto de gênios. O agro, dependendo de fertilizantes e diesel de terceiros, sem falar nos conflitos armados, e ser competitivo, é a prova de que Deus é brasileiro, porque os homens que nos governam fazem tudo para que não tenhamos futuro.

 

 

 

 

 


Sunday, 1 March 2026

 Diário do Comércio

Belo Horizonte

Coluna de Stefan Salej – 23.02.2026

Stefan Bogdan Barenboim Salej

Editorial do Diario do Diário do Comércio

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“O Brasil tem que ter um projeto, através de eficiência, eficácia e desenvolvimento econômico, com resultados sociais para a maioria da população. Primeiro tem que reforçar a qualidade da educação, com acesso amplo, adaptando o desenvolvimento tecnológico ao mercado de trabalho. Decidir se vamos ser um país exportador de matérias-primas e commodities ou se vamos começar a produzir produtos industrializados e de valor agregado, seja com mais ou menos tecnologia”.

A receita não é nova, dela tampouco se pode dizer que seja desconhecida embora certamente ande um tanto esquecida. Daí a importância de ser lembrada, tanto mais que pela voz de um industrial conhecido e respeitado, Stefan Salej, ex-presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg). Importante também que seja lembrada, como uma espécie de convite, no preciso momento em que as articulações políticas se aproximam da definição dos candidatos que participarão da corrida eleitoral com chegada prevista para o próximo mês de outubro.

Salej nos fala precisamente do que está faltando, um projeto para o País construído a partir de ideais e centrado na criação de condições para que todos os potenciais da gente e da terra brasileira afinal produzam os frutos que deles podem ser esperados. Algo como abrir e pavimentar a estrada capaz de nos conduzir ao futuro tão aguardado, esforço que, como lembrado agora, necessariamente tem que partir e se sustentar na educação de qualidade.

Lembrança oportuna também por conta do recente acordo firmado pelos países que integram o Mercosul com a Comunidade Europeia destinado a facilitar e expandir relações comerciais e de negócios. Poderá ser um grande avanço desde que o Brasil seja também capaz de recuperar sua proximidade e interação com as mais modernas tecnologias, colocando-se assim em condições de atender mercados mais avançados. Do contrário corre o risco de redução até mesmo de atividades industriais mais básicas para apenas firmar – eternizando – sua condição, quase colonial, de fornecedor de matérias-primas, ainda que destinadas à alimentação.

Com rica experiência recente em seu país natal, a Eslovênia, e atuação ativa na Comunidade Europeia, Stefan Salej conhece a realidade e sabe muito bem do que está falando. Com a vantagem de igualmente conhecer muitíssimo bem o Brasil, de seus gargalos às suas vantagens competitivas. E assim poder advertir, como fez em recente encontro com empresários na Associação Comercial de Minas, que o acordo com a Europa poderá ser muito bom, mas será ruim se o Brasil não tiver um projeto bem estruturado para dar competitividade à sua indústria.

FROM LATIN AMERICA SPINNING, SPINNING


Will Iran be attacked by the United States or not? Anything can happen, or nothing will happen. But, the tension hangs in the air and, meanwhile, the world continues to turn. North American tariffs, which are currently at 10% and will soon reach 15%, are another unpredictability we have in international trade. And then we arrive at our continent, the new old backyard of the powerful neighbor of the North.


Some unwary say that Brazil, more for the wisdom of its government than for the American grace, benefited from the new tariff policy. Nothing more wrong, because we will have numerous other tariff instruments that have not been revoked and, therefore, we are far from being able to say that it is quiet.


The most striking fact this week on the continent was the murder by security forces of the most fearsome Mexican hitman, El Mencho. With her death, the Mexican President consolidated her government with the firm purpose of fighting organized crime, but the country plunged into a wave of murders and riots that can last a long time.


Different disruption had with strikes and protests in Argentina, where the chainsaw owner Milei achieved the impossible: to approve in the Legislature a labor reform, the dream of South American capitalism. And he also approved the agreement between the European Union and Mercosur, something that is on the agenda of Congress in Brasilia, but far from being approved without an additional vacation.


Impressive is what is happening in Venezuela. Maduro and his wife disappeared, no one talks about them, the country has increased oil production, American "experts" control finances and the flow of money and everything else is in holy peace. Some political prisoners were released, Maduro's gang forgot about him and obeys Washington's orders better than many in the United States itself.


Colombia, whose president Petro exchanged some of the worst quality kindnesses with the US president, went to visit him at the White House and they were childhood friends again, since there will be elections in a few months. In fact, in this line, the president of Nicaragua, archenemy of the USA, has disappeared. Not even his wife, vice president, talks anymore. And the Brazilian government announced that President Lula will go to the capital of the continent in March in its new version.


And in Cuba, where there is no more oil, the energy crisis, generating food and health crisis combined with all kinds of Uncle Sam sanctions, problems recognized even in the newspaper of the Communist Party Granma, what will happen? Unofficial sources say that the two parties are talking and the interlocutor is Raul Castro's grandson. The US is pressuring Cubans very hard, but what the solution will be, it's too early to say. The regime change in Cuba would be the fall of the last pawn in the independence albeit relative of the continent of the United States.

Saturday, 28 February 2026

 DA AMÉRICA LATINA GIRANDO, GIRANDO

 

O Irã vai ser ou não atacado pelos Estados Unidos?  Tudo pode acontecer, ou nada vai acontecer. Mas, a tensão paira no ar e, enquanto isso, o mundo continua girando. As tarifas norte-americanas que estão neste momento em 10 % e passarão a 15 % em breve são outra imprevisibilidade que temos no comércio internacional. E aí chegamos ao nosso continente, o novo velho quintal do vizinho poderoso do Norte.

Alguns incautos dizem que o Brasil, mais por sabedoria do seu governo do que pela graça norte-americana, foi beneficiado com a nova política tarifária. Nada mais errado, porque teremos inúmeros outros instrumentos tarifários que não foram revogados e, portanto, estamos longe de poder dizer que está tranquilo.

O fato mais marcante desta semana no continente foi o assassinato por forças de segurança do mais temível sicário mexicano, El Mencho. Com sua morte, a Presidente mexicana consolidou seu governo com o firme propósito de combater o crime organizado, mas o país mergulhou numa onda de assassinatos e distúrbios que pode durar um bom tempo.

Perturbação diferente teve com greves e protestos a Argentina, onde o dono de motosserra Milei conseguiu o impossível: aprovar no Legislativo uma reforma trabalhista, o sonho do capitalismo sul-americano. E aprovou também o acordo entre a União Europeia e o Mercosul, algo que está na pauta do Congresso em Brasília, mas longe de ser aprovado sem um adicional de férias.

Impressionante é o que está acontecendo na Venezuela. Maduro e a esposa sumiram, ninguém fala deles, o país aumentou a produção de petróleo, “experts” americanos controlam as finanças e o fluxo de dinheiro e tudo o mais está em santa paz. Soltaram alguns presos políticos, a turma do Maduro esqueceu dele e obedece às ordens de Washington melhor do que muitos nos próprios Estados Unidos.

A Colômbia, cujo presidente Petro trocou algumas amabilidades da pior qualidade com o presidente dos EUA, foi visitá-lo na Casa Branca e voltaram a ser amigos de infância, já que haverá eleições daqui há alguns meses. Aliás, nesta linha, o presidente da Nicarágua arqui-inimigo dos EUA sumiu. Nem a mulher dele, vice-presidente, fala mais. E o governo brasileiro anunciou que o Presidente Lula vai em março para a capital do continente em sua nova versão.

E em Cuba, onde não tem mais petróleo, a crise energética, gerando crise alimentar e de saúde aliada a todos os tipos de sanções do Tio Sam, problemas reconhecidos mesmo no jornal do Partido Comunista Granma, o que vai acontecer? Dizem fontes não oficiais que as duas partes estão conversando e o interlocutor é o neto do Raul Castro. Os EUA estão pressionando os cubanos com muita dureza, mas qual será a solução, está cedo para dizer. A mudança de regime em Cuba seria a queda do último peão na independência ainda que relativa do continente dos Estados Unidos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Saturday, 21 February 2026

OF THE GOLD THAT SHINES AND DOESN'T SHINE


The carnival drums had another joy this year: Lucas Pinheiro Braathen's gold medal at the Winter Olympic Games in Italy. Giant slalom, king discipline among winter sports. The fact that we have snow for good only in São Joaquim, in Santa Catarina, that the boy was born in Norway, that country rich in oil, full of fjords and owner of the Nobel Peace Prize and a great investor in energy and minerals in Brazil, and that the absolute majority of Brazilians have never seen snow or ski, does not change anything. He is a Brazilian son who knows how to sing the anthem and speaks Portuguese well, dances samba, was rejected by the Norwegians for his Olympic team and found his space with Brazil and won for Brazil. First gold medal in the winter games for Latin America, including countries that, such as Chile and Argentina, have snow.


Since 1980, Brazil has incorporated its 5 million Brazilians living abroad, its diaspora, as part of the Brazilian nation. These Brazilians, today already several generations, live in the USA, two million, then come the European countries and South American neighbors. Brasiguaios in Paraguay, decasséguis in Japan. Every year they send more than 5 billion dollars to the Brazilian coffers. And every year more than 300,000 leave Brazil, nowadays with families and educated people. Not only in Canada you find these Brazilians, but in New Zealand and Australia. It seems that they are not afraid of distance or difficulties in adapting.


Thus, while we are experiencing in Brazil an aging of the population and low population growth, we are with the prospect that in 2030 almost 8 million Brazilians will live abroad, that is, 4% of the Brazilian population. The bleeding from Brazil with the departure of young people with their families, highly qualified, deeply affects our development. The reasons for emigration today are from security, perspective and professional development and last but not least loss of hope that Brazil will offer its children a better perspective. If we add to this the outflow of private savings, deposits of Brazilians in foreign banks, which add up to more than 500 billion dollars, we have a worrying equation to see in our future.


The official Brazilian system of support for Brazilians abroad is somewhat effective through Itamaraty and the Guimarães Rosa Institute, in charge of teaching language and culture. It has Citizens' Councils. And there are many Brazilians who have risen positions in societies not only as executives, sportsmen, artists and entrepreneurs, but also academics. Brazilian abroad is respected as a worker, with his swing and joy.


They don't come back, they go out more and more, and how is Brazil? Proud of your children, but impoverished here.

DO OURO QUE BRILHA E NÃO BRILHA

 

Os tambores de carnaval tiveram este ano mais uma alegria: a medalha de ouro do Lucas Pinheiro Braathen nos Jogos olímpicos de inverno na Itália. Slalom gigante, disciplina rei entre os esportes de inverno. O fato de termos neve de vez enquanto só em São Joaquim, em Santa Catarina, de o menino ter nascido na Noruega, aquele país rico em petróleo, cheio de fiordes e dono do Prêmio Nobel da Paz e grande investidor em energia e minerais no Brasil, e da absoluta maioria de brasileiros nunca ter visto neve nem esqui, não muda nada. É um filho de brasileira que sabe cantar o hino e fala bem português, dança samba, foi rejeitado pelos noruegueses para a sua seleção olímpica e achou seu espaço com o Brasil e ganhou pelo Brasil. Primeira medalha de ouro nos jogos de inverno para a América Latina, incluindo países que, como o Chile e a Argentina, têm neve.

Desde 1980, o Brasil incorporou seus 5 milhões de brasileiros que vivem no exterior, sua diáspora, como parte da nação brasileira. Esses brasileiros, hoje já  várias gerações, vivem no EUA, dois milhões, depois vêm os países europeus e vizinhos sul americanos. Brasiguaios no Paraguai, decasséguis no Japão. Todo ano eles mandam para os cofres brasileiros mais de 5 bilhões de dólares. E fodo ano saem do Brasil  mais  de 300 mil, hoje em dia com famílias e educados. Não só no Canadá você encontra esses brasileiros, mas na Nova Zelândia e Austrália. Parece que não têm medo nem da distância e nem das dificuldades para se adaptar.

Assim, enquanto estamos vivendo no Brasil um  envelhecimento da população e baixo crescimento populacional, estamos com a perspectiva de que em 2030 viverão no exterior quase 8 milhões de brasileiros ou seja 4 % de população brasileira. O sangramento do Brasil com a saída dos jovens com suas famílias, altamente  qualificados, afeta profundamente o nosso desenvolvimento. As razões da emigração hoje são desde segurança, perspectiva e desenvolvimento profissional e last but not least perda de esperança de que o Brasil ofereça para seus filhos um perspectiva melhor. Se a isso somarmos a saída de poupança privada, depósitos de brasileiros nos bancos estrangeiros, que somam mais de 500 bilhões de dólares, temos uma equação preocupante a  ver no nosso futuro.

O sistema oficial brasileiro de apoio aos brasileiros no exterior é um tanto quanto eficaz através do Itamaraty e o Instituto Guimarães Rosa, encarregado do ensino da língua e cultura. Tem Conselhos de cidadãos. E tem muitos brasileiros que galgaram posições nas sociedades não só como executivos, esportistas, artistas e empresários, como também acadêmicos. Brasileiro no exterior é respeitado como trabalhador, com sua ginga e alegria.

Eles não voltam, cada vez saem mais, e como fica o Brasil? Orgulhoso dos seus filhos, mas empobrecido aqui.