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Thursday, 29 October 2026

OF CONTINUITY AND FUTURE


There was no communication vehicle in the world that did not announce Lula's victory in the 2026 election on the front page. The Brazilian election interested everyone because Brazil is an important political and economic partner. The election had in the chess of global politics for the world powers a very varied perception, according to their interests. The victory of the now fugitive right-wing candidate was expected by conservatives and the extreme right saw it as the crowning of a trend according to which the world will be dominated by politicians of this strand. And the greatest hope for this came from the USA, which could say that the left wave in their backyard was over and that all of South America followed North American politics. China, Brazil's largest trading partner and support for our foreign exchange reserves, feels very comfortable with current politics and, even though it is pragmatic, has more closeness to Lula than to an opposition candidate. The EU, with the agreement in implementation, prefers Lula, because it was in his government that he signed it. Japan is a serene and practical country, but it is interesting to note that Flávio Bolsonaro won Lula's shot in the Brazilian community there. Russia has never done so much business with Brazil as in this government, in addition to clear support or neutrality in favor of the Russian invasion of Ukraine. And there was Argentina, whose President, yes, campaigned for the opposition shamelessly and refused to greet the winner, unlike a hundred heads of state and government who congratulated Lula. Trump was also an exception, with his unfounded comment on the correctness of the electoral process.


In the previous election, the anxiety to recognize Lula's victory was broken minutes after the results were announced with phone calls from the Presidents of the US and France. Now, the difference of 4 million votes was enough. THE first week was due to the earthquake in the financial market on the first day, already priced the next day, along with the opponent's flight to the United States, leaving his voters and the politicians who supported him orphans. The opposition, which gained a majority in the legislative houses, will have to reorganize itself and the government will find it easier to make agreements to implement the agenda.


Abroad there is the same concern as many in Brazil: the financial situation and economic policy will require a lot of attention and action. The issue of the balance of payments and external debt also entered the radar. The international scenario is no longer a brigadier's heaven, the country is losing in competitiveness, in addition to facing a fiscal crisis and high interest rates. The question that international interlocutors ask is whether Lula's fourth warrant will be a new version of something that needs to be corrected with the implementation of changes, or a continuity. And then they say that the risk of continuity being broken is great.

 

 

DA CONTINUIDADE E FUTURO

Não houve um veículo de comunicação no mundo que não anunciasse a vitória do Lula no pleito 2026 na primeira página. A eleição brasileira interessava a todos porque o Brasil é sim um parceiro político e econômico importante. A eleição teve no xadrez da política global para as potências mundiais uma percepção, de acordo com seus interesses, bem variada. A vitória do hoje foragido candidato da direita era esperada pelos conservadores e a extremamente direita a via como o coroamento de uma tendência segundo a qual o mundo será dominado por políticos dessa vertente. E a  maior esperança disso vinha dos EUA, que poderia dizer que acabou a onda de esquerda no quintal deles e que toda a América do Sul seguia a política norte americana. A China, maior parceiro comercial do Brasil e sustentáculo de nossas reservas cambiais, se sente bem à vontade com a política atual e, mesmo sendo pragmática, tem mais proximidade com Lula do que com candidato da oposição. A UE, com o acordo em implementação, prefere Lula, porque foi no governo dele que o assinou. O Japão é país sereno e prático, mas é interessante observar que Flávio Bolsonaro ganhou disparado de Lula na comunidade brasileira lá. A Rússia nunca fez tantos negócios com o Brasil como neste governo, além de apoio ou neutralidade clara a favor da invasão russa na Ucrânia. E ficou a Argentina, cujo Presidente sim, fez campanha para a oposição descaradamente e se negou a cumprimentar o vencedor, ao contrário de centena de chefes de estados e governo que congratularam Lula. Exceção também foi Trump, com seu comentário sem nenhum fundamento sobre a correção do processo eleitoral.

Na eleição anterior, a ansiedade de reconhecer a vitória de Lula foi quebrada minutos depois de anunciados os resultados com telefonemas dos Presidentes dos EUA e da França. Agora, bastou  a diferença de 4 milhões de votos. A primeira semana ficou por conta do terremoto no mercado financeiro no primeiro dia, já precificado no dia seguinte, junto com a fuga do oponente para os Estados Unidos, deixando seus eleitores e os políticos que o apoiaram órfaos. A oposição, que ganhou maioria nas casas legislativas, terá que se reorganizar e o governo terá facilidade maior para fazer acordos para implementar a agenda.

No exterior existe preocupação igual à de muitos no Brasil: a situação financeira e a política econômica vão exigir muita atenção e ação. No radar entrou também a questão da balança de pagamentos e do endividamento externo. O cenário internacional não é mais céu de brigadeiro, o país está perdendo em competitvidade, além de enfrentar uma  crise fiscal e juros altos. A pergunta que os interlocutores internacionais fazem é se o quarto mandado de Lula será uma nova versão de algo que precisa ser corrigido com implementação de mudanças, ou uma continuidade. E aí dizem que o risco de a continuidade ser quebrada é grande.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Saturday, 24 October 2026

 OF THE THREE ELECTIONS


In the next ten days, three important elections will be held for the next decade: Brazil, Israel and the United States. The result of the Brazilian election will define not only its greater or lesser alliance with the US, in any situation the alliance will exist, but above all a greater or lesser sovereignty over its natural resources and also its relationship with its largest trading partner, China. In the dispute between China and the US are not only chips, but also rare earths, energy and markets. And Brazil is an important player in this game of the two great potentials.


The election in Israel, the only democratic country in the Middle East, on October 27, to elect the 120 members of the Knesset, the parliament, will define not only the fate of the longest-serving Prime Minister of Israel, Benjamin Netanyahu, 19 years old, but also what will be the Israeli policy towards the Palestinians and especially towards its 33 Arab neighbors. Bibi, as the Prime Minister is known, was openly supported by Trump, but carries to the election only accusations of corruption, but above all of the inexplicable attack by Hamas terrorists and the subsequent conflict in Gaza. His opponent is General Einsenkot, former Commander of the Israel Defense Forces. The predictions are that neither of them will have the majority and will need to compose themselves with smaller parties. And then come in the smaller parties, in total 38, ultra-orthodox Jews and conservatives compete, and the Arab parties, which as in the past, many of which have dictated a course in Israeli politics that the world condemns.


The midterm elections, in the USA, when all 435 deputies will be elected, the term there is two years and 35 of the 100 senators, 6-year term, in addition to 36 governors of the 50 states, and state assemblies and senates, in addition to city halls. The early vote has already begun and the battle between the Republicans, with Trump fighting to keep the majority in both houses, and the Democrats with a chance of recovering the majority seems a deadly fight. Billions of dollars invested in campaigns, mainly digital and TV, the biggest donor is Elon Musk, the richest man on the planet. The accusations fly like mosquitoes and the Republicans have to defend the high cost of living, especially of gasoline and diesel and food and the conflict with Iran. Many of them, even indicated by Trump, have tried to avoid these issues, but the voter who pays the bills knows the consequences of Trump's tariff policies and war.


Democrats have many chances to win the majority in both houses, which may hinder the impertinent management of the Republicans, but it will not diminish Trump's imperial momentum. And the Democrats begin to prepare their way to the White House. The polls may surprise, but anyway their results will change the destinies of millions of people.

DAS TRÊS ELEIÇÕES

Nos próximos dez dias serão realizadas três eleições importantes para a próxima década: Brasil, Israel e Estados Unidos. O resultado da eleição brasileira definirá não só sua maior ou menor aliança com os EUA, em qualquer situação a aliança vai existir, mas sobretudo uma maior ou menor soberania sobre seus recursos naturais e também a sua relação com seu maior parceiro comercial, a China. Na disputa entre China e EUA não estão só os chips, mas também terras raras, energia e mercados. E o Brasil é um importante player nesse jogo das duas grandes potenciais.

A eleição em Israel, único país democrático no Oriente Médio, no dia 27de outubro, para eleger os 120 membros da Knesset, o parlamento, vai definir não só o destino do mais longevo Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, 19 anos, mas também qual será a política israelense em relação aos palestinos e principalmente em relação aos seus 33 vizinhos árabes. Bibi, como é conhecido o Primeiro-ministro, foi abertamente apoiado por Trump, mas carrega para a eleição no só acusações de corrupção, mas sobretudo do inexplicável ataque dos terroristas do Hamas e do conflito posterior em Gaza. Seu oponente é o General Einsenkot, antigo Comandante das Forças de defesa de Israel. As previsões são de que nenhum dos dois terá a maioria e precisará se compor com partidos menores. E aí entram os partidos menores, no total concorrem 38, de judeus ultra ortodoxos e de conservadores, e os partidos árabes, que como no passado, muitos dos quais ditaram um rumo na política israelense que o mundo condena.

As eleições de meio mandato, nos EUA, quando serão eleitos todos os 435 deputados, o mandato lá é de dois anos e 35 dos 100 senadores, mandato de 6 anos, além de 36 governadores dos 50 estados, e assembleias e senados estaduais, além de prefeituras. A votação antecipada já começou e a batalha entre os republicanos, com Trump brigando por manter a maioria nas duas casas, e os democratas com chance de recuperar a maioria parece um combate mortal. Bilhões de dólares investidos nas campanhas, principalmente digitais e na TV, o maior doador é Elon Musk, o homem mais rico do planeta. As acusações voam como mosquitos e os republicanos têm que defender o alto custo de vida, principalmente da gasolina e do diesel e dos alimentos e o conflito com o Irã. Muitos deles, mesmo indicados por Trump, têm procurado se esquivar dessas questões, mas o eleitor que paga as contas sabe as consequências das políticas de tarifas e da guerra de Trump.

Os democratas têm muitas chances de ganhar a maioria nas duas casas, o que pode sim dificultar a impertinente gestão dos Republicanos, mas não vai diminuir o ímpeto imperial de Trump.E os democratas começam a preparar seu caminho para a Casa Branca. As urnas podem surpreender, mas de qualquer maneira seus resultados mudarão os destinos de milhões de pessoas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 DAS TRÊS ELEIÇÕES

Nos próximos dez dias serão realizadas três eleições importantes para a próxima década: Brasil, Israel e Estados Unidos. O resultado da eleição brasileira definirá não só sua maior ou menor aliança com os EUA, em qualquer situação a aliança vai existir, mas sobretudo uma maior ou menor soberania sobre seus recursos naturais e também a sua relação com seu maior parceiro comercial, a China. Na disputa entre China e EUA não estão só os chips, mas também terras raras, energia e mercados. E o Brasil é um importante player nesse jogo das duas grandes potenciais.

A eleição em Israel, único país democrático no Oriente Médio, no dia 27de outubro, para eleger os 120 membros da Knesset, o parlamento, vai definir não só o destino do mais longevo Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, 19 anos, mas também qual será a política israelense em relação aos palestinos e principalmente em relação aos seus 33 vizinhos árabes. Bibi, como é conhecido o Primeiro-ministro, foi abertamente apoiado por Trump, mas carrega para a eleição no só acusações de corrupção, mas sobretudo do inexplicável ataque dos terroristas do Hamas e do conflito posterior em Gaza. Seu oponente é o General Einsenkot, antigo Comandante das Forças de defesa de Israel. As previsões são de que nenhum dos dois terá a maioria e precisará se compor com partidos menores. E aí entram os partidos menores, no total concorrem 38, de judeus ultra ortodoxos e de conservadores, e os partidos árabes, que como no passado, muitos dos quais ditaram um rumo na política israelense que o mundo condena.

As eleições de meio mandato, nos EUA, quando serão eleitos todos os 435 deputados, o mandato lá é de dois anos e 35 dos 100 senadores, mandato de 6 anos, além de 36 governadores dos 50 estados, e assembleias e senados estaduais, além de prefeituras. A votação antecipada já começou e a batalha entre os republicanos, com Trump brigando por manter a maioria nas duas casas, e os democratas com chance de recuperar a maioria parece um combate mortal. Bilhões de dólares investidos nas campanhas, principalmente digitais e na TV, o maior doador é Elon Musk, o homem mais rico do planeta. As acusações voam como mosquitos e os republicanos têm que defender o alto custo de vida, principalmente da gasolina e do diesel e dos alimentos e o conflito com o Irã. Muitos deles, mesmo indicados por Trump, têm procurado se esquivar dessas questões, mas o eleitor que paga as contas sabe as consequências das políticas de tarifas e da guerra de Trump.

Os democratas têm muitas chances de ganhar a maioria nas duas casas, o que pode sim dificultar a impertinente gestão dos Republicanos, mas não vai diminuir o ímpeto imperial de Trump.E os democratas começam a preparar seu caminho para a Casa Branca. As urnas podem surpreender, mas de qualquer maneira seus resultados mudarão os destinos de milhões de pessoas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 DAS TRÊS ELEIÇÕES

Nos próximos dez dias serão realizadas três eleições importantes para a próxima década: Brasil, Israel e Estados Unidos. O resultado da eleição brasileira definirá não só sua maior ou menor aliança com os EUA, em qualquer situação a aliança vai existir, mas sobretudo uma maior ou menor soberania sobre seus recursos naturais e também a sua relação com seu maior parceiro comercial, a China. Na disputa entre China e EUA não estão só os chips, mas também terras raras, energia e mercados. E o Brasil é um importante player nesse jogo das duas grandes potenciais.

A eleição em Israel, único país democrático no Oriente Médio, no dia 27de outubro, para eleger os 120 membros da Knesset, o parlamento, vai definir não só o destino do mais longevo Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, 19 anos, mas também qual será a política israelense em relação aos palestinos e principalmente em relação aos seus 33 vizinhos árabes. Bibi, como é conhecido o Primeiro-ministro, foi abertamente apoiado por Trump, mas carrega para a eleição no só acusações de corrupção, mas sobretudo do inexplicável ataque dos terroristas do Hamas e do conflito posterior em Gaza. Seu oponente é o General Einsenkot, antigo Comandante das Forças de defesa de Israel. As previsões são de que nenhum dos dois terá a maioria e precisará se compor com partidos menores. E aí entram os partidos menores, no total concorrem 38, de judeus ultra ortodoxos e de conservadores, e os partidos árabes, que como no passado, muitos dos quais ditaram um rumo na política israelense que o mundo condena.

As eleições de meio mandato, nos EUA, quando serão eleitos todos os 435 deputados, o mandato lá é de dois anos e 35 dos 100 senadores, mandato de 6 anos, além de 36 governadores dos 50 estados, e assembleias e senados estaduais, além de prefeituras. A votação antecipada já começou e a batalha entre os republicanos, com Trump brigando por manter a maioria nas duas casas, e os democratas com chance de recuperar a maioria parece um combate mortal. Bilhões de dólares investidos nas campanhas, principalmente digitais e na TV, o maior doador é Elon Musk, o homem mais rico do planeta. As acusações voam como mosquitos e os republicanos têm que defender o alto custo de vida, principalmente da gasolina e do diesel e dos alimentos e o conflito com o Irã. Muitos deles, mesmo indicados por Trump, têm procurado se esquivar dessas questões, mas o eleitor que paga as contas sabe as consequências das políticas de tarifas e da guerra de Trump.

Os democratas têm muitas chances de ganhar a maioria nas duas casas, o que pode sim dificultar a impertinente gestão dos Republicanos, mas não vai diminuir o ímpeto imperial de Trump.E os democratas começam a preparar seu caminho para a Casa Branca. As urnas podem surpreender, mas de qualquer maneira seus resultados mudarão os destinos de milhões de pessoas.