Monday, 29 February 2016

DA EXTINCAO DO PROJETO ECONOMICO EM MINAS

DA EXTINCAO DO PROJETO ECONOMICO


Imagine que temos um governo que o governador é  medico, seus principais auxiliares são médicos e o secretario de planejamento, é economista. E ai fazem a reforma do governo e os médicos sugerem para economizar, acabem com  nada menos que a Secretaria de Saúde. Surreal.

Mas, aconteceu agora em Minas. O governo dos economistas, que estudaram economia e possuem ate pôs  graduação sugeriram através de Secretario do Planejamento, que é medico, suprimir a Secretaria de Desenvolvimento econômico do Estado. Fazer reforma, alias a segunda em menos de um ano e meio do governo, é louvável e reduzir os gastos  ainda mais. Politicamente toda reforma que corta é difícil e requer muitas negociação politica para atingir seus objetivos. Mesmo quando o caixa  esta a zero e  não ha dinheiro para ninguém.

Qual é a logica de desparecimento proposta da referida secretaria que esta na boca do povo no Café Nice na Praça Sete? Simplesmente, que a Secretaria não  funciona, que secretario é inoperante e fraco, que o assunto é tão importante que o próprio Governador lida com ele, que a situação financeira requer todos os cuidados, e lãs buta nota least que o modelo proposto, Codemig comandando a politica econômica do estado já esta em curso e mostrando resultados. Porque lá tem dinheiro, tem INDI também que esta separado, assim tudo bem.

Bem, se Secretaria e o Secretario estão inoperantes, cabe perguntar Governador aceitou uma indicação da FIEMG para Secretario quem não recebe a meses e não faz parte da sua equipe?  Porque de vez não escolheu o Presidente da CODEMIG para as duas funções fazendo o sistema operacional?

O problema não esta em pessoas, mas no fato que também este governo de Minas, não tem nenhuma visão, objetivo e politica econômica. Espremido pela crise fiscal, não justifica que um estado como Minas, não tem politica econômica. Estamos atrasando o nosso futuro porque não queremos saber para onde vamos. Quebra de mineração, siderurgia, indústria automobilística, confusões fiscais com vários setores inclusive atacadistas, e concessões mais pessoais do que institucionais de incentivos fiscais, entre outros, não vão levar o Estado a aumentar arrecadação para cumprir seus fins sociais e nem desenvolver. Ou então as viagens dos próceres do Estado em busca do investimento sempre em Paris, Portugal e agora Uruguai.

O fim da Secretaria de desenvolvimento econômico, ínfima por exemplo em gastos comparada com alguns marajás no estado, é o pá de cal no futuro de estado. E pior, sem nenhum protesto de entidades empresariais que indicaram seu titular. Sem falar que isso é feito por aqueles que a  vida inteira estudaram economia. Para que serve mesmo esta ciência quando eles estão no poder?






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