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Sunday 7 August 2016

DE BUENOS AIRES

DE BUENOS AIRES

Não há  como não reconhecer que Buenos Aires é uma cidade sui generis na América Latina. Sua imponência arquitetônica, com largas avenidas e áreas verdes, com lojas elegantes e restaurantes excelentes, se sobrepõe a tudo o que se possa ver na periferia da cidade, onde mora a maioria das pessoas. Pessoas sofridas, com dificuldade de achar emprego, muitos pedindo esmola, e independentemente do inverno, frio, às vezes desagradável, mantendo o orgulho de ser argentino, uma maneira  muito própria de ser, que poucos países têm.

Talvez essa argentinidade seja mais visível não só nos estádios de futebol, uma paixão nacional que chega a superar o nosso nacionalismo futebolístico, mas no seu centenário Teatro Colón, no centro da cidade. Renovado, concorrendo com seus oito andares de galerias só com o Teatro Lá Scala, em Milão, é lindo. E com uma programação, mesmo durante as férias, de fazer inveja a qualquer aficionado de música e opera. E sempre, todas as noites,  lotado nos seus três mil lugares. A apresentação dos pianistas Daniel Barenboim (ele também regendo a Orquestra West-Eastern Divan) e Marta Argerich, além da apresentação de obras de compositores argentinos, valem uma visita a Buenos Aires. E mostram talvez o país que queria ser, mais do que o país que consegue ser.

A leitura dos jornais diários dá nítida impressão de que você esta lendo em espanhol, com nomes trocados, um jornal brasileiro. A semelhança termina no fato que Macri foi eleito e esta há sete meses no governo. Os escândalos de corrupção e quebra de caixa, aliados a todas as formas de má gestão deixada pelo governo anterior, são  muito, mas muito parecidos com a situação brasileira. O kircherismo, com a manta do tradicional  peronismo, se assemelha, por seus métodos de gestão pública, em muito com o período que vivemos no Brasil. A diferença com Brasil talvez esteja no fato de que a nossa justiça, em níveis de primeira instância, aquela que lidera o processo da Lava Jato, parece menos politizada do que a do país vizinho. E até no assassinato político somos similares: Celso Daniel aqui e procurador Nissman lá. Em nenhum dos dois casos descobriram os culpados, e nos dois casos se desconfia de que altas esferas do governo foram envolvidas.

Tão diferentes, tão semelhantes. A reconstrução da Argentina, apesar das enormes riquezas do país, vai levar décadas. A destruição feita, primeiro pelos militares, seguida pelos políticos irresponsáveis, é de tal tamanho  que só a aliança com investidores estrangeiros não vai bastar. Pode ajudar, mas profundas mudanças terão que ser feitas pelos próprios argentinos, não com Messi, mas com Macri. Haja paciência para que isso aconteça, porque se a Argentina vai mal, o Brasil não vai melhor.

MEUS JOGOS OLIMPICOS

MEUS  JOGOS OLÍMPICOS

"A cerimonia da abertura dos Jogos Olímpicos no Rio foi majestosa, grandiosa, espirituosa, com ritmo dinâmico da vida brasileira, e mensagem clara ao mundo do Brasil. Os comentários invejosos e injustos antes da inauguração, a crise brasileira é um assunto interno dos brasileiros, foram sobrepostos pela cerimônia, que mandou uma mensagem inconfundível ao mundo: otimismo, solidariedade e a preocupação dramática com o meio ambiente".

Essas foram as palavras que enviou o Embaixador esloveno Zvone Dragan, logo após a cerimônia. A Eslovênia, membro da União Européia, comemora este ano 25 anos de independência e, com seus 80 representantes nos jogos, espera superar-se, pois, além de ser classificada pelos comentaristas da TV na hora do desfile como o país mais bonito do  mundo, é o país com o maior número de medalhas per capita, entre os mais de 200 países que estão participando dos jogos, não só no Rio, mas no Brasil.

A cerimonia mostrou aos brasileiros um mundo de países cujos nomes nunca haviam sido ouvidos. E que representam mercados para nós. Mas, mostrou a excelência do Brasil. Por exemplo, até hoje há confusão se o inventor do avião foi o brasileiro Santos Dumont ou se foram os americanos. O Brasil, com o 14 Bis do mineiro Santos Dumont, assumiu,  depois de  mais de um século, que essa invenção é nossa! E a música? Uma das nossas excelências é a musica. Aí sim temos classe mundial, que encheu nossos corações de emoção e nossos olhos, de lágrimas.

Os jogos começaram e, até o término, pode acontecer muita coisa. Boa e imprevistos.  E agora vamos ser torcedores e observadores. Cada apresentação de nossos atletas nos dá a oportunidade de torcer por eles e pelo país.

Mas, onde estão os aprendizados, para o empresário e os executivo destes jogos olímpicos? Primeiro, que para participar como desportista nos jogos, você tem que se preparar. Tem objetivo, medalha, e luta por ela. Se prepara, estuda, treina, vai suando e seus resultados são medidos em nano segundos. Dois, nada se faz sem equipe. Mesmo quando você é só atleta individual, tem  sempre equipe. Equipe  que o acompanha e da qual você faz parte, se o jogo for coletivo. E não no final, há leis, regras. Doping, faltas, lembra do mexicano que caiu na raia antes e foi desclassificado? E não vamos esquecer de acidentes, o francês que quebrou a perna na ginástica. E tem uma concorrência feroz!

O empresário tem jogos olímpicos todo santo dia, durante 365 dias por ano. Mas, será que tem preparo, planejamento e trabalha em equipe para ter resiliência como os esportistas? Vamos apreender com eles, observando bem o que acontece nos jogos. A cerimonia inicial  foi uma excelente lição de nossa capacidade, agora você continua com ela.

Monday 1 August 2016

DOS 115 ANOS DE ENTIDADES EMPRESARIAIS

DOS 115 ANOS DE ENTIDADES EMPRESARIAIS


Esta difícil achar uma empresa centenária em Belo Horizonte. Cedro Cachoeira, centenária e ainda mineira. Diário do Comércio, 82 anos. Casa Artur Haas, não existe mais. Quem mais mesmo? Mas, os 115 anos da Associação Comercial e Empresarial de Minas, fundada junto com a nova capital, nos levam a reflexões sobre a  perenidade empresarial e também a das entidades classistas. Como uma entidade que se sustenta com recursos voluntários dos associados consegue a renovação e mantém seu papel de aglutinar os empresários e empresas?

Aliás, despreza-se o papel de entidades empresariais voluntárias, como a ACM, em todo o estado. Há muito mais associações comerciais espalhadas no estado do que sindicatos filiados às federações de indústria, comércio, transportes, com exceção dos sindicatos rurais, que são os mais numerosos na área empresarial no estado. Como as entidades sindicais recebem recursos obrigatórios e têm por isso orçamentos gigantescos, incluído aí os orçamentos do sistema S, que inclui as ações sociais e  educacionais, elas têm  aparentemente uma força política impar. De um lado, seu nível de transparência, apesar de receber recursos, é basicamente interno, por outro lado algumas delas usam publicidade institucional bem pesada para mostrar uma imagem que esconde o que de fato acontece na gestão.

Em Minas, só a agricultura pode dizer que sua entidade corresponde ao seu tamanho na economia e a sua gestão não é  caso de polícia ou justiça. Uma entidade está sob inquérito da Policia Federal e outra, na justiça estadual. E a terceira, das poderosas, politizou a tal ponto, que seu presidente nacional está sob vários inquéritos judiciais. Outra questão é o continuísmo. Numa entidade dessas, acham-se no direito sereno de simplesmente continuarem na presidência os sócios da mesma empresa, ou então proporem a mudança de estatuto, que prorroga a gestão dita democrática para sempre.

Se os empresários querem ter um papel de liderança no desenvolvimento do país, do seu estado e do seu município, têm que seguir no mínimo o exemplo centenário da ACM: objetivos claros, consensuais, transparência na gestão, democratização da gestão e sucessão com acesso dos sempre mais e mais jovens, e trabalho pelo associado e pela comunidade. A entidade empresarial existe para desenvolver a sociedade como um todo, através da ação empresarial. E não para desenvolver o interesse político ou a ambição financeira de indivíduos ou  grupos dirigentes, usando todos os meios, inclusive a perseguição dos que não concordem com isso, para se manter no poder fictício, porém às vezes lucrativo.

Não faltam bons exemplos e esta comemoração dos 115 anos da ACM, como dos 60 anos da FAEMG recentemente, servem justamente para repensar o papel responsável que entidades empresariais têm  na sociedade. Ou o irresponsável que possam ter.

Sunday 31 July 2016

DA HILLARY RODHAM CLINTON

DA HILLARY RODHAM CLINTON

O show da Convenção do Partido Democrata dos Estados Unidos da América em Filadélfia, que escolheu a advogada formada na prestigiosa Universidade de Yale, ex-primeira dama do 42º Presidente dos EUA, Bill Clinton, e ex-Secretária de Estado do Governo Obama, como a primeira mulher candidata à presidência do país por um partido majoritário, foi impressionante, mas acabou. A moça pobre chegou lá endossada por seu marido, sua filha, os atuais presidente e vice-presidente dos Estados Unidos e pela popular atual Primeira Dama, Michelle Obama. E por seu adversário nas eleições preliminares chamadas de primárias, Senador Bernie Sanders, cujas propostas e ideais socialistas incorporou à sua campanha.

Agora começa a campanha para valer. Os discursos na Convenção Democrata de muitos republicanos, entre eles o ex-prefeito de Nova Iorque, Michael Bloomberg e o General Allen, ex-comandante  das forças americanas no Afeganistão, foram, ao lado do discurso do Presidente Obama, o endosso de sua capacidade para ser Comandante em Chefe da mais poderosa nação do mundo. Sua história, seja do episódio do marido que, por deslizes amorosos quase perdeu o cargo, ou seja do descuido com uso de celular não protegido quando Secretária de Estado, ou então da política americana no Oriente Médio, que está um caos total ou do conflito entre a Rússia e o Mundo Ocidental, foi reforçada com fatos que fortalecem sua capacidade de liderar.

O que oferecem os democratas aos Estados Unidos, após oito anos de governo Obama, que salvou o país de uma crise econômica sem precedentes? Um partido de trabalhadores, como disse ela (mas não o nosso PT), preocupado em fazer mais e melhor. Mais inovação, mais emprego, mais justiça social em todos os sentidos e mais integração, juntos seremos mais fortes. É a campanha da esperança contra a do medo que adversário republicano Trump advoga, é um país unido, versus o país dividido do adversário.

Os dois candidatos enfrentam problema de rejeição praticamente igual, ou seja 50 %. Hillary tem também alto grau de desconfiança do eleitorado: 67 % acham ela desonesta. Então, a eleição será difícil e sem dúvida não vai bastar ser a primeira mulher candidata, terá que mostrar  que fará um governo melhor do que Obama, que será grande eleitor, com a sua popularidade em alta, e ser mais confiável do que o adversário republicano.

Em um  mundo em que o terrorismo está crescendo, os conflitos regionais, como do Afeganistão, Oriente Médio e África, o crescimento da China e as tensões na Ásia não se acalmam, como não está em curso o crescimento da economia mundial, a presidência dos Estados Unidos nos afeta e muito. Mas, alea jacta est, a sorte está lançada. Só nos cabe torcer para que os eleitores americanos escolhem o melhor. Para eles e para o mundo.

Friday 22 July 2016

DO TRUMP

DO TRUMP

Os acontecimentos na Turquia, onde uma democracia está se  transformando em uma ditadura democrática, se é que isso existe, têm muito a ver com a prisão dos dez candidatos a terroristas amadores (também cabe perguntar a nossas autoridades, que adoram um aparecimento na TV, qual diferença entre terrorista amador e profissional) e o discurso  do candidato republicano nas eleições presidenciais nos Estados Unidos, Donald Trump. Mister Trump desenhou na convenção do partido republicano na cidade mais eslovena do mundo, Cleveland, já que a mulher dele, Melania, também é eslovena, um Estados Unidos em total escuridão quanto à segurança interna e externa.

Aumento de criminalidade, aumento de imigração ilegal, caos no Oriente Médio provocado pela má gestão de política externa  da candidata democrata Hillary Clinton, quando Secretária de Estado dos Estados Unidos, e mais: derrota do maior inimigo dos Estados Unidos e do mundo hoje, o Estado Islâmico.  Então, é justamente aqui que os acontecimentos na Turquia, fundamental para resolver crises no Oriente Médio, e a luta contra o Estado Islâmico, e o terrorismo aparecido no Brasil, se encontram. Trump  disse o que parecia mais um título de série de TV, que o mantra do governo dele será Law and Order, lei e ordem. Que ele vai trazer ao país  Segurança-prosperidade –paz. E aí não só  o atual governo, mas também o próximo governo norte americano, vão aguentar toda a redemocratização da Turquia de um lado e dar todo apoio ao governo brasileiro na luta contra o islamismo radical.

A bem da verdade, Trump no seu discurso de aceitação da candidatura, onde não estiveram, pela  primeira vez  na história  do partido republicano, presentes os ex-presidentes republicanos, ou seja os Bush, também falou dos gays, agora considerados por ele cidadãos norte-americanos, da pobreza que mais atinge os negros, insinuando que o presidente Obama pouco fez por eles, e os hispânicos. Um discurso aproximando-se de eleitores que tradicionalmente não votam nos republicanos e que ele desprezou no primeiro momento. E não deixou de dizer, ao contrário da política do seu partido, que vai rever os acordos comerciais em curso, como o Transpacífico, porque que eles não protegem suficientemente os americanos trabalhadores dos quais “Eu serei a sua voz”.

Gostar ou não de Trump, um homem de negócios inescrupuloso, andando na linha tênue da lei, está agora fora da questão. Ele atropelou toda a máquina partidária, seus conceitos e ideário e se impôs como candidato oposicionista aos democratas nas próximas eleições presidências.

Eleito, muda a política norte-americana, mas ele não vai mudar muito quando estiver na Casa Branca. O discurso eleitoral não vai mudar se for eleito, portanto temos que prestar muita atenção em como vamos nos adaptar nesse caso. Na semana que vem, tem a convenção democrata, que vai consagrar Hillary Clinton. Luta eleitoral dos dois melhores candidatos que aquele país oferece aos seus eleitores? Ver para crer. Mas, de outro lado os Estados Unidos não vão se adaptar muito ao mundo, nós, especialmente o Brasil, teremos que nos adaptar ainda mais a eles. Não só porque são guardiões da ordem democrática no mundo, mas porque ainda não há nenhum outro país  que tenha chegado a possuir uma força de valores democráticos, econômicos e militares como eles conseguiram, em mais de duzentos anos de independência.

Sunday 17 July 2016

DA CONFIANÇA EM GOVERNO

DA CONFIANÇA EM GOVERNO

Um dos maiores divertimentos das pessoas na área empresarial é ler o noticiário que interpreta as pesquisas de opinião pública. A confiança dos empresários aumentos cinco pontos. O índice de rejeição do presidente diminuiu dez pontos. A popularidade do governo está melhorando. E mais: essas pesquisas na sua maioria são financiadas pelos cofres dos empresários, notadamente as entidades representativas da indústria e dos transportes. E você faz a pergunta: com a situação da melhorando, as pesquisas são teoricamente confiáveis e sérias, mas olhando para o caixa, olhando para as vendas, olhando para os custos, para o aumento da fiscalização e o aumento dos impostos, nada melhorou. Só piorou! Ou, na melhor das hipóteses, ficou igual. Ou você começou exportar de novo, a alternativa ao mercado interno que buzinaram no seu ouvido, e pelo mesmo valor em dólares de janeiro, recebeu em julho 20 % a menos em reais.

Confiar que você atua num país cheio de graça, vasto e onde todos falam a mesma língua e tem a mesma nacionalidade, onde o mercado é de 200 milhões de pessoas, não é confiança, é  umas realidade. Que estamos já há alguns anos passando por uma fase quase interminável de tempestade política, que gerou um desastre econômico, não há duvida alguma. E que a mudança do governo e seus ministros traz certa esperança, também não tem dúvida.

A dúvida que mata, é que a métrica, ou como se pensa e mede resultados , do governo e da empresa, são  diferentes. Governo é governo, seja municipal, seja estadual, seja federal. E a empresa, independentemente da origem do capital, tipo de negócio ou localização, é outra coisa. O governo pode até achar que vai bem. Ou pode nos convencer que está indo bem, no caminho certo. Mas, se o seu negócio, seja fazenda, seja loja, seja indústria, seja serviço, vai bem, só você sabe.

O  seu ir bem depende muito do governo, mas depende muito mais da sua visão e da sua capacidade gerencial. Compreender o ambiente macro econômico é fundamental para o empresário e empreendedor. E aí, entendendo isso, saber como colocar  seu negócio. Definitivamente, confiar seu negócio aos discursos políticos e governamentais é um risco incalculável. Não só no Brasil, em qualquer país do mundo. Você pode ter um negócio que depende essencialmente do governo, mas aí tem que saber os riscos que você corre e as regras, veja Lava Jato, a que você se submete.

Confiar no Brasil e no seu potencial, sim. Confiar, no potencial dos governos lhe proporcionarem melhores condições de negócios, não. E se preparar para transformar sua autoconfiança empresarial em desenvolvimento sustentável do seu negócio, é fundamental. Trabalhar a sua confiança, transformada em resultados através de melhor conhecimento, esse é o caminho. Aí você pode confiar também em governos e políticos.

DO ALERTA FRANCÊS

DO  ALERTA FRANCÊS

De manhã, desfile militar, aviões soltando fumaça nas cores azul, branco e vermelho, dia da festa pela Franca inteira e nas comunidades francesas pelo mundo. De noite, tragédia em Nice, na Costa Azul, com 84 mortos e mais de cem feridos. Nas festas francesas no Brasil já por causa do horário, um minuto de silêncio, e medo, receio, choque e tudo mais. França de novo? Um francês de origem tunisiana usando um caminhão que, visto pela televisão, desliza devagar onde não era sequer permitido o tráfego, acelera e começa o assassinato. O Presidente francês fala às 4 da manha,  tentando explicar, após o atentado em Paris de novembro, o que está acontecendo. Mas, há  muita informação não confirmada, muita confusão e uma só realidade: mortos e feridos na data nacional da França.

E mais: a menos de 20 dias do começo dos Jogos Olímpicos no Rio. Pouco antes dos acontecimentos na Franca, o noticiário brasileiro era sobre como estão os preparativos de segurança no Rio. Vozes distorcidas dos policiais, para não serem reconhecidas, diziam com clareza que não têm recursos, dinheiro, armas, estão em acomodações inadequadas e mais e mais, e que a situação esta caótica. Em resumo, quem manda é a milícia, que para leigo não deixa de ser força militar organizada dos bandidos.

A outra cena no noticiário é que os auditores da receita federal estão em greve. Revisando todos os passageiros e suas bagagens, levando horas para fazer esse serviço. Hora mais do que apropriada para pressionar governo para a melhoria salarial, sendo que ninguém pode dizer que eles fizeram isso durante os jogos olímpicos. E se a isso, como cereja no bolo, se adicionarmos a entrevista do prefeito do Rio de Janeiro ao jornal britânico The Guardian, cheia de palavrões e expressões de insegurança sobre a organização dos jogos, além da declaração de estado  de emergência por falta de recursos do próprio Estado do Rio de Janeiro, o quadro está quase completo.

Sermos otimistas e acharmos que este país está  imune a terremotos, maremotos, secas, e não sei mais o que, é de uma idiotice sem par. E acreditar que nada igual ao acontecido na França pode nos acontecer, é uma irresponsabilidade que beira a idiotice! Podemos ter governo interino, mas os jogos estão aqui e é nossa responsabilidade garantir o seu sucesso e a tranquilidade. O Ministro dos Esportes e o Presidente da Câmara dos Deputados são do Rio e aí a responsabilidade aumenta. Vamos acordar, se ainda ha tempo: a ameaça terrorista e os ataques dos criminosos podem acontecer sim e é preciso prevenir. E já!