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Wednesday, 11 February 2026

DO COMO GANHAR A GUERRA COM A EUROPA

Os brasileiros já foram muito admirados na Europa e continuam respeitados. Alguns, como Villa-Lobos na música, Niemeyer na arquitetura junto com Burle Marx e Lúcio Costa, JK construtor de Brasília, Jorge Amado entre inúmeros escritores, sem falar nos cantores como Gil, Chico Buarque e dezenas deles. E o futebol? Pelé& Cia. Grupo Corpo. Sepultura.Medalha Fields, a mais alta distinção científica na área de matemática, também é nossa.

A lista é interminável, na qual não se pode excluir que somos um país democrático, com eleições incontestáveis para o mundo, por aqui alguns derrotados tem outra opinião, e que temos 30 anos de execução exemplar do Plano Real, estabilidade econômica do país. Mas, preferimos ficar com a síndrome da derrota para a Alemanha. Valorizamos mais o negativo, as derrotas, com pouco aprendizado para fazer novas vitórias. Agora, na véspera dos desfiles carnavalescos, é bom olhar a disciplina, organização, respeito pessoal e coletivo, além de uma riqueza musical e visual, que o povo, povinho de classes que não fazem parte da lista de milionários, fazem.

Assinado o acordo entre Mercosul e UE, um acordo altamente favorável ao parceiro mais forte, que são os europeus e que será, mesmo com com muitos percalços ainda, implementado custe o que custar, cabe a pergunta: e agora, José? Vamos nos conformar, estender o tapete persa para que os antigos colonizadores ainda tomem mais do que já têm? A UE é o maior investidor estrangeiro no país. Só os franceses empregam mais de 500 mil pessoas. Os espanhóis dominam estradas, bancos, comunicações. A Itália, energia, comunicações e carros. A Alemanha, mais de 5 mil empresas.

Não, vamos reverter isso. De um acordo desfavorável, fazer um a nosso favor. Muitos anos atrás uma moça de Viçosa foi vender quiabo em Paris. Com cara e a coragem e apoio da Embaixada, vendeu. E aí chegou o quiabo estragado porque um professor da UFV que assessorava a empresa e com pós-doc nos EUA, confundiu graus Fahrenheit com Celsius. Mas dessa ousadia, mesmo com erros, precisamos hoje.

A Cachaça Germana, de Nova União, está nos melhores lugares. Coragem, ousadia e persistência. As Havaianas, mas também a Stefanini na área de informática. Também tem vinhos e queijos de Minas por lá. Quem exporta não é o governo, são as empresas com apoio de governo. Tem uma rede de promoção comercial do Itamaraty de alta qualidade, a APEX, entidades empresariais com muitos recursos para apoiar.

O acordo oferece muito mais oportunidades na Europa para empresas brasileiras do que imaginamos. E o país, que aumentou seus gastos com turismo no exterior em três anos em 400 %, de 5 para 20 bilhões de dólares, vai precisas de moeda para se desenvolver. Com o acordo estamos perdendo 1:0, mas somos capazes de ganhar de novo. Remember Pelé e a turma dele na Suécia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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DO COMO GANHAR A GUERRA COM A EUROPA

Os brasileiros já foram muito admirados na Europa e continuam respeitados. Alguns, como Villa-Lobos na música, Niemeyer na arquitetura junto com Burle Marx e Lúcio Costa, JK construtor de Brasília, Jorge Amado entre inúmeros escritores, sem falar nos cantores como Gil, Chico Buarque e dezenas deles. E o futebol? Pelé& Cia. Grupo Corpo. Sepultura.Medalha Fields, a mais alta distinção científica na área de matemática, também é nossa.

A lista é interminável, na qual não se pode excluir que somos um país democrático, com eleições incontestáveis para o mundo, por aqui alguns derrotados tem outra opinião, e que temos 30 anos de execução exemplar do Plano Real, estabilidade econômica do país. Mas, preferimos ficar com a síndrome da derrota para a Alemanha. Valorizamos mais o negativo, as derrotas, com pouco aprendizado para fazer novas vitórias. Agora, na véspera dos desfiles carnavalescos, é bom olhar a disciplina, organização, respeito pessoal e coletivo, além de uma riqueza musical e visual, que o povo, povinho de classes que não fazem parte da lista de milionários, fazem.

Assinado o acordo entre Mercosul e UE, um acordo altamente favorável ao parceiro mais forte, que são os europeus e que será, mesmo com com muitos percalços ainda, implementado custe o que custar, cabe a pergunta: e agora, José? Vamos nos conformar, estender o tapete persa para que os antigos colonizadores ainda tomem mais do que já têm? A UE é o maior investidor estrangeiro no país. Só os franceses empregam mais de 500 mil pessoas. Os espanhóis dominam estradas, bancos, comunicações. A Itália, energia, comunicações e carros. A Alemanha, mais de 5 mil empresas.

Não, vamos reverter isso. De um acordo desfavorável, fazer um a nosso favor. Muitos anos atrás uma moça de Viçosa foi vender quiabo em Paris. Com cara e a coragem e apoio da Embaixada, vendeu. E aí chegou o quiabo estragado porque um professor da UFV que assessorava a empresa e com pós-doc nos EUA, confundiu graus Fahrenheit com Celsius. Mas dessa ousadia, mesmo com erros, precisamos hoje.

A Cachaça Germana, de Nova União, está nos melhores lugares. Coragem, ousadia e persistência. As Havaianas, mas também a Stefanini na área de informática. Também tem vinhos e queijos de Minas por lá. Quem exporta não é o governo, são as empresas com apoio de governo. Tem uma rede de promoção comercial do Itamaraty de alta qualidade, a APEX, entidades empresariais com muitos recursos para apoiar.

O acordo oferece muito mais oportunidades na Europa para empresas brasileiras do que imaginamos. E o país, que aumentou seus gastos com turismo no exterior em três anos em 400 %, de 5 para 20 bilhões de dólares, vai precisas de moeda para se desenvolver. Com o acordo estamos perdendo 1:0, mas somos capazes de ganhar de novo. Remember Pelé e a turma dele na Suécia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Friday, 30 January 2026

 FROM THE PERSIAN CARPET STAINED WITH BLOOD


Iran, where, according to several sources, more than 20,000 people were killed in protests against the government, whose bodies are still on the streets because the cemeteries are full, the hospitals are full of wounded and the doctors who take care of them, arrested and persecuted, and full prisons. People protested shouting bread, work and freedom. Inflation for consecutive years has exceeded 50% per year, and the cost of food is exorbitant when compared to low wages. And a kilo of meat costs a minimum wage.


The country has been ruled by the ayatollahs since 1979, when they overthrew the Shah, who had been in power for 28 years. Even with attempts to modernize the country, with dollars gushing with the high price of oil, but governing with a bloodthirsty secret police, in a strong alliance with the US, it was the largest buyer of American weapons for decades, it was overthrown by Islamic radicals.


The theocratic regime, whose power is in the hands of the mullahs and their supreme leader, is worse off than the previous regime. On the one hand, the economy, under pressure from US sanctions and administered by the military of the Revolutionary Guard, the military arm of the Shiites, is a disaster. On the other hand, military spending, which totals 15 billion dollars a year officially, and more unofficially, produce military wonders such as missiles, drones and the effort to make the atomic bomb, but the people go hungry. Oil has low production and more than half of it goes to China. And in the context of a regime whose levels of corruption exceed imagination.


The biggest enemy of this regime is the USA, whose embassy in Tehran was invaded for 444 days in 1979, but with which, in the Reagan government, Republican, in 1985, an agreement was made to sell weapons and thus finance the war in Central America. The scandal of scandals, Irä- Cons. In Argentina, in 1994, the Jewish association Amia and the Embassy of Israel exploded. Paradoxically, they are linked to left-wing regimes in Latin America, especially Venezuela. And in the area of geopolitical influence, sponsors of terrorist groups such as Hezbollah, which operates on the triple border, in Lebanon and with the Houthis in Yemen.


The world complained little about the massacre of these weeks. It also underestimates that if they are allowed to produce an atomic bomb, Israel is not in danger, which they want to annihilate. A nuclear conflict will begin whose end is unpredictable. The permissiveness of countries, including Brazil, with this Shiite regime, which not only enslaved its own people, effectively represents a danger to humanity.


In this context, reading the book about the fall of the King of Kings, the Shah, and watching the Israeli series Tehran, or watching live TV, you are on the timeline of the most imminent danger to end what is still left of peace in the world. Due to the silence and lack of support for the people who revolted, we don't know what can still happen.

DO TAPETE PERSA MANCHADO DE SANGUE

Irã, onde foram, segundo várias fontes, mortos em protestos contra o governo mais de 20 mil pessoas, cujos corpos ainda estão nas ruas porque os cemitérios estão cheios, os hospitais estão cheios de feridos e dos médicos que cuidam deles, presos e perseguidos, e prisões cheias. As pessoas protestavam gritando pão, trabalho e liberdade. A inflação por anos seguidos tem passado de 50 % ao ano, sendo que o custo dos alimentos está exorbitante quando comparado com os salários baixos. E um quilo de carne custa um salário mínimo.

O país é governado pelos aiatolás desde 1979, quando derrubaram o Shah, que estava no poder havia 28 anos. Mesmo com tentativas de modernização do país, com dólares jorrando com o alto preço do petróleo, mas governando com uma sanguinária polícia secreta, numa aliança forte com os EUA, foi o maior comprador de armamentos americanos por décadas, foi derrubado pelos radicais islâmicos.

O regime teocrático, cujo poder está nas mãos dos mullahs e seu supremo líder, está pior do que o regime anterior. Por um lado, a economia, sob pressão das sanções norte-americanas e administrada pelos militares da Guarda revolucionária, braço militar dos xiitas, está um desastre. Por outro lado, os gastos militares, que somam 15 bilhões de dólares ao ano oficialmente, e mais um tanto extraoficialmente, produzem maravilhas militares como mísseis, drones e o esforço para fazer a bomba atômica, mas o povo passa fome. O petróleo tem baixa produção e mais da metade do produzido vai para a China. E no contexto de um regime cujos níveis de corrupção ultrapassam a imaginação.

O maior inimigo desse regime são os EUA, cuja embaixada em Teheran foi invadida por 444 dias em 1979, mas com o qual, no governo Reagan, republicano, em 1985, se fez um acordo para vender armas e com isso financiar a guerra na América Central. O escândalo dos escândalos, Irä- Contras. Na Argentina, em 1994, explodiram a associação judaica Amia e a Embaixada de Israel. Paradoxalmente, estão ligados aos regimes de esquerda na América Latina, em especial Venezuela. E na área de influência geopolítica, patrocinadores de grupos terroristas como o Hezbollah, que atua na fronteira tríplice, no no Líbano e com os Houthis, no Iêmen.

O mundo reclamou pouco do massacre destas semanas. Também subestima que se for permitido que produzam uma bomba atômica, em perigo não está Israel, que eles querem aniquilar. Vão começar um conflito nuclear cujo final é imprevisível. A permissividade dos países, inclusive o Brasil, com esse regime xiita, que não apenas escravizou seu próprio povo, efetivamente representa um perigo para a humanidade.

Neste contexto, lendo o livro sobre queda do Rei dos Reis, o Shah, e assistindo a série israelense Tehran, ou assistindo TV ao vivo, você está na linha do tempo do perigo mais iminente para acabar com o que ainda sobra de paz no mundo. Pelo silêncio e falta de apoio ao povo que se revoltou, não sabemos o que ainda pode acontecer.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 DO TAPETE PERSA MANCHADO DE SANGUE

Irã, onde foram, segundo várias fontes, mortos em protestos contra o governo mais de 20 mil pessoas, cujos corpos ainda estão nas ruas porque os cemitérios estão cheios, os hospitais estão cheios de feridos e dos médicos que cuidam deles, presos e perseguidos, e prisões cheias. As pessoas protestavam gritando pão, trabalho e liberdade. A inflação por anos seguidos tem passado de 50 % ao ano, sendo que o custo dos alimentos está exorbitante quando comparado com os salários baixos. E um quilo de carne custa um salário mínimo.

O país é governado pelos aiatolás desde 1979, quando derrubaram o Shah, que estava no poder havia 28 anos. Mesmo com tentativas de modernização do país, com dólares jorrando com o alto preço do petróleo, mas governando com uma sanguinária polícia secreta, numa aliança forte com os EUA, foi o maior comprador de armamentos americanos por décadas, foi derrubado pelos radicais islâmicos.

O regime teocrático, cujo poder está nas mãos dos mullahs e seu supremo líder, está pior do que o regime anterior. Por um lado, a economia, sob pressão das sanções norte-americanas e administrada pelos militares da Guarda revolucionária, braço militar dos xiitas, está um desastre. Por outro lado, os gastos militares, que somam 15 bilhões de dólares ao ano oficialmente, e mais um tanto extraoficialmente, produzem maravilhas militares como mísseis, drones e o esforço para fazer a bomba atômica, mas o povo passa fome. O petróleo tem baixa produção e mais da metade do produzido vai para a China. E no contexto de um regime cujos níveis de corrupção ultrapassam a imaginação.

O maior inimigo desse regime são os EUA, cuja embaixada em Teheran foi invadida por 444 dias em 1979, mas com o qual, no governo Reagan, republicano, em 1985, se fez um acordo para vender armas e com isso financiar a guerra na América Central. O escândalo dos escândalos, Irä- Contras. Na Argentina, em 1994, explodiram a associação judaica Amia e a Embaixada de Israel. Paradoxalmente, estão ligados aos regimes de esquerda na América Latina, em especial Venezuela. E na área de influência geopolítica, patrocinadores de grupos terroristas como o Hezbollah, que atua na fronteira tríplice, no no Líbano e com os Houthis, no Iêmen.

O mundo reclamou pouco do massacre destas semanas. Também subestima que se for permitido que produzam uma bomba atômica, em perigo não está Israel, que eles querem aniquilar. Vão começar um conflito nuclear cujo final é imprevisível. A permissividade dos países, inclusive o Brasil, com esse regime xiita, que não apenas escravizou seu próprio povo, efetivamente representa um perigo para a humanidade.

Neste contexto, lendo o livro sobre queda do Rei dos Reis, o Shah, e assistindo a série israelense Tehran, ou assistindo TV ao vivo, você está na linha do tempo do perigo mais iminente para acabar com o que ainda sobra de paz no mundo. Pelo silêncio e falta de apoio ao povo que se revoltou, não sabemos o que ainda pode acontecer.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Friday, 23 January 2026

FROM GREENLAND AND THE AMAZON


A country covered with ice, little inhabited, close to the USA, suffering from climate change, its ice melting and thus opening new navigation paths and exposing its mineral wealth. Territory associated with Denmark and that Trump wants at all costs for the United States. If you succeed, and from a North American strategic point of view, your arguments are correct, not only goes down in history, in the year of the commemoration of the 250th anniversary of the independence of the United States, but also changes for many years the geopolitical relationship of the world. And to achieve this you have to convince not only Denmark, which administers the territory, but the entire EU. And if you use force, all the allies of the NATO military alliance. And even if it succeeds with diplomacy, it will leave deep marks in the US relationship with Europe. And if it's not with diplomacy, then it will have destroyed the already weakened EU, with which we have just made an agreement, and NATO. If you catch the animal, eat, if you run, the animal catches it.


Brazil is one of the countries that has interests in the other glacier in the world, Antarctica. We have a research base that is, with the lack of resources, heroically maintained by the Navy, with the support of FAB and USP. But we're there. The Greenland conflict can be tectonic in terms of world spatial reorganization, that is, in its geopolitical reorganization. That is, the US considers the continent to the south as part of its backyard, and adds a territory from Europe to expand its power.


And in the Latin American continent, where there is still the issue of the Panama Canal as a strategic point of interest of the Trump government, we have the Amazon. It does not connect like Greenland due to its proximity to the USA, but in addition to being the largest biome in the world and fundamental to the climate, it has strategic mineral wealth not yet exploited, which will be fundamental for the survival of humanity in the coming centuries. And of the nine countries that make up the Amazonian treaty, Venezuela and Guyana are already under North American control.


The USA, already in the last century, began, with the rubber cycle, the conquest of the Brazilian Amazon. After the bonanza at the beginning of the century, remember Fordlandia, and the collapse of the sector, it was during the Second World War that Brazil became fundamental to supply the Americans. Former US President Theodore Roosevelt made an expedition with Cândido Rondon in 1913, traveling the 1600 km Doubt River. And then, the Americans actively helped the Brazilian military in the fight against guerrillas in the Amazon, for fear that they would establish socialist republics. Already in democratization we acquired the SIVAM Amazon surveillance system from a North American company. And more recently, without Musk's Starlink, the Amazon is silent.


The Amazon is not Greenland, but the two regions are part of the global dilemma of development, whether in the climatic area or in its mineral wealth. So, let's stay alert.

 DA GROENLÂNDIA E AMAZÔNIA

Um país coberto de gelo, pouco habitado, próximo dos EUA, sofrendo com as mudanças climáticas, seu gelo derretendo e com isso abrindo novos caminhos de navegação e expondo sua riqueza mineral. Território associado à Dinamarca e que Trump quer a todo custo para os Estados Unidos. Se conseguir, e do ponto de vista estratégico norte-americano seus argumentos estão corretos, não só fica para a história, no ano da comemoração dos 250 anos da independência dos Estados Unidos, mas muda também por muitos anos a relação geopolítica do mundo. E para conseguir isso tem que convencer não só a Dinamarca, que administra o território, mas toda a UE. E se usar de força, todos os aliados da aliança militar OTAN. E mesmo conseguindo com diplomacia, deixará marcas profundas na relação dos EUA com a Europa. E se não for com a diplomacia, então terá destruído a já enfraquecida UE, com a qual acabamos de fazer um acordo, e a OTAN. Se pegar o bicho come, se correr o bicho pega.

O Brasil é um dos países que tem interesses na outra geleira do mundo, a Antárctica. Temos uma base de pesquisa que é, com a falta de recursos, heroicamente mantida pela Marinha, com apoio da FAB e da USP. Mas estamos lá. O conflito de Groenlândia pode ser tectônico em termos de reorganização espacial mundial, ou seja, em sua reorganização geopolítica. Ou seja, os EUA consideram o continente ao sul como parte de seu quintal, e adicionam um território da Europa para ampliar seu poder.

E no continente latino-americano, onde ainda tem a questão do Canal do Panamá como ponto estratégico de interesse do governo Trump, temos a Amazônia. Ela não se conecta como a Groenlândia pela proximidade com os EUA, mas além de ser o maior bioma do mundo e fundamental para o clima, tem riquezas minerais estratégicas ainda não exploradas, que serão fundamentais para a sobrevivência da humanidade nos próximos séculos. E dos nove países que compõem o tratado amazônico, Venezuela e Guiana já estão sob controle norte-americano.

Os EUA, já no século passado, iniciaram, com o ciclo da borracha, a conquista da Amazônia brasileira. Depois da bonança no início do século, lembre da Fordlandia, e da quebra do setor, foi durante a Segunda Guerra que o Brasil se tornou fundamental para abastecer os norte-americanos. O ex-presidente dos EUA Theodore Roosevelt fez uma expedição com Cândido Rondon em 1913, percorrendo o Rio Dúvida de 1600 km. E depois, os norte-americanos ativamente ajudaram os militares brasileiros no combate à guerrilha na Amazônia, com receio de que estabelecessem repúblicas socialistas. Já na democratização adquirimos o sistema de vigilância da Amazônia SIVAM de empresa norte-americana. E mais recentemente, sem o Starlink do Musk a Amazônia fica muda.

A Amazonia não ė a Groenlândia, mas as duas regiões fazem parte do dilema global de desenvolvimento, seja na área climática, seja na sua riqueza mineral. Então, vamos ficar alertas.