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Friday, 4 April 2025

OF LIFE AND DEATH OF DIVERSITY, EQUITY AND INCLUSION

 OF LIFE AND DEATH OF DIVERSITY, EQUITY AND INCLUSION


North American companies in France, recall, that country considered boring by middle-class Brazilians, but which introduced with its revolution in 1780, words such as Freedom, Fraternity and Equality, received a circular last week from the United States Embassy, saying that they no longer need to follow the rules of DEI, diversity, equity and inclusion.


Although the subject of the week is the new tariffs that the United States is announcing to the world, a gap in the subject of tariffs will not harm anyone. And the break leads us to reflect on what as entrepreneurs we will do when in the world's largest economy and technological leader, we are told that we will get back to the wheel. That is, everything we were proud of and considered an important cultural advance of our generation has now turned into dust.


Let's have no doubt that many people think that in these matters, including ESG, environment, social, governance and more the issue of gender and minorities, we have advanced too much. Well, it doesn't hurt to remember Pope Leo XIII's encyclical from 1891 Rerum Novarum, which established social doctrine and labor relations. That is, social advances are not a straight line of history and it is part of the capitalist system that entrepreneurs do not receive well certain advances that can tame the profitability of companies.


It is clear that the rejection of these values summarized in two times three letters and some more like LTBGQIA in the main economy will lead to a setback. Maybe we took three steps forward and we'll take one or two steps back. Some up to four. There will also be an economic adjustment and its revaluation in the accounts of companies of these values. Effectively this process, which will be more radical in the US, is different in Europe and Asia.


There was a lot of confusion and also abuse in the business area, where it is remembered the case of the Americanas in Brazil, where companies wrote wonderful reports, glorifying themselves with their values, while they were broken. Another issue is the environment. Denialism in this area is walking without an umbrella in the middle of a hurricane.


As a society and as individuals we have to decide whether the values from which we are moving away or are distancing us, suit us or not. You, as an entrepreneur, don't need a bigger wave to be correct, honest, socially responsible, respectful and care about the environment. You can incorporate this into your business as a set of your values, your faith and your education and roots. And make the calculation of whether this suits your business. Now, if they're going to force us the opposite, Houston, we have a problem.

DA VIDA E MORTE DA DIVERSIDADE, EQUIDADE E INCLUSÃO

 DA VIDA E MORTE DA DIVERSIDADE, EQUIDADE E INCLUSÃO 

 

As empresas norte-americanas na França, lembra, aquele país dos considerados chatos pelos brasileiros da classe média, mas que introduziu com sua revolução em 1780, palavras como Liberdade, Fraternidade e Igualdade, receberam uma circular na semana passada da Embaixada dos Estados Unidos, dizendo que não precisam seguir mais as regras de DEI, diversidade, equidade e inclusão. 

Apesar de que o assunto de semana seja as novas tarifas que os Estados Unidosestão anunciando para o mundo, um intervalo no assunto das tarifas não vai fazer mal a ninguém. E o intervalo nos leva a refletir sobre o que como empresários vamos fazer quando na maior economia do mundo e líder tecnológico, nos dizemque vamos voltar a roda. Ou seja, que, tudo de que tínhamos certo orgulho econsiderávamos um avanço cultural importante da nossa geração agora virou pó. 

Não tenhamos dúvida de que muita gente acha que nesses assuntos, inclusive ESG, environment, social, governance e mais a questão de gênero e minorias, avançamosdemais. Bem, não custa lembrar encíclica do Papa Leão XIII de 1891 Rerum Novarum, que estabeleceu a doutrina social e as relações de trabalho. Ou seja, os avanços sociais não são uma linha reta da história e faz parte do sistema capitalista que os empresários não recebam bem certos avanços que podem amaçar a rentabilidade das empresas.

Fica claro que a rejeição desses valores resumidos em duas vezes três letras e mais algumas como LTBGQIA na principal economia vai levar a um retrocesso. Talvez demos três passos para frente e vamos dar um ou dois para trás. Alguns até quatro.Haverá também um ajuste econômico e sua reavaliação nas contas de empresas desses valores. Efetivamente esse processo, que será mais radical nos EUAé diferente na Europa e Ásia.

Houve muita confusão e também abuso na área empresarial, onde, lembra-se docaso das Americanas no Brasil, onde empresas escreviam relatórios maravilhosos,glorificando-se de seus valores, enquanto estavam quebradas. Outra questão é omeio-ambiente. Negacionismo nessa área é andar sem guarda-chuva no meio deum furacão. 

Como sociedade e como indivíduos temos que decidir se os valores dos quais estamos nos afastando ou estão nos afastando, nos convêm ou não. Você, como empresário, não precisa de uma onda maior para ser correto, honesto, socialmente responsável, respeitoso e se preocupar com o meio-ambiente. Isso você pode incorporar aos seus negócios como conjunto de seus valores, sua fé e sua educação e raízes. E fazer o cálculo de se isso convém ao seu negócio. Agora, se vão nos obrigar ao contrário, Houston, we have a problem.

Friday, 28 March 2025

 DAS  CEREJEIRAS E LULA

É simplismente deslumbrante e inesquecível a imagem, ao visitar Japão nesta época do ano, quando as cerejeiras começam a florescer pelo país afora. Assim, opresidente Lula só pode estar feliz e muito, mais porque a sua visita, considerada de estado, mais alto grau de uma visita bilateral, é a única após a visita do Trump em 2019. No popular, tapete vermelho com direito a encontro com o Imperador e oPrimeiro-Ministrocomemoração digna dos 130 anos das relações diplomáticas, um encontro com sindicalistas , com empresários e  depois a ida ao Vietnã. No meio do domínio do noticiário por Trump com  suas tarifas, crise no Oriente Médio e os desacertos na guerra na Ucrânia, o Brasil trilha seu próprio caminho.

Nós somos a pátria de dois milhões de descendentes de japoneses, nissei, queajudaram a construir este país e continuam oferecendo uma contribuição incrível. Se a isso se somar 36 bilhões de dólares de investimentos japoneses, que após a Segunda Guerra começaram com a USIMINASem 450 empresas e um comércio bilateral de 11.7 bilhões de dólares, positivo para Brasil, temos quase o retrato completo. Faltou dizer que esse comércio já atingiu dez anos atrás 17 bilhões. 

Mas, no retrato faltou dizer que na década de 80 chegaram a viver no Japão, cuja população está envelhecendo e precisa de mão de obra, 300 mil brasileiros chamados decasséguis. A palavra tem origem em verbete da língua japonesaderu, sair e kassegu, para ganhar dinheiro. Com muita garra se adaptaram na terra de seus ancestrais, com dificuldades com a língua, hoje são 200 mil e enviaram bilhões de dólares para Brasil, ajudando a balança de pagamentos.

Japão é um dos parceiros mais consistentes do Brasil. As empresas japonesas,desconhecidas na década de 60, consideradas, em relação aos produtos alemães e norte-americanos de segunda linha, hoje são sinônimo de excelência e tecnologia. Os japoneses pensam e atuam a longo prazo, e assim foram pioneiros na exploração das fronteiras agrícolas no Brasil, e em especial no cerrado. Também foram os primeiros e fiéis, porém exigentes, clientes de cafés de alta qualidade.

A visita mais do que acertadaporém, exige um trabalho dos exportadores brasileiros mais apurado. Na verdade, se queremos vender mais, inclusive carnes e embutidos, temos que melhorar a qualidade. Ampliar a venda de outros produtos,quando a pergunta é quantas empresas brasileiras têm filial e investimentos lá.Zero.

E o mesmo acontece com Vietnã, com o qual temos um superávit comercial muito grande. A primeira visita de um Presidente brasileiro lá é mais do oportuna. Agora, não basta comitiva de empresários ir para ficar perto dos políticos e obter alguns favores na viagem, se suas empresas não tiverem produtos e serviços competitivos. Lula abre caminho e depois, como fica?

Saturday, 22 March 2025

 OF THE SHORT MEMORY AND THE DEATHS THAT DID NOT END


Five years ago, we started wearing masks, which we didn't have, as we didn't have a vaccine, we didn't have respirators, and the total surprise with what was happening. It was the beginning of COVID 19. A fatal epidemic, which to this day does not say where it came from. At the time it was speculated that the origin was China. Crowded hospitals, doctors and nurses working without rest, missing masks, medicines and cemeteries opening graves with tractors. One next to the other, without the presence of relatives, a precarious identification and the gravediggers in white looking like astronauts.


Stuck at home, suspended classes, companies without workers, empty planes, empty restaurants. Close, open, close. The government at the time saying it was a little flu, dismisses the minister of health who said that the thing was serious and took serious measures, puts a general intendant in place, and so a million people died in Brazil alone. Fear of going out, despair, concern for the elderly, vaccine from China, then the North Americans. And the international trips reached, with each country having a different rule, certificates, tests and vaccines. We live in a hell from which we are today thinking that we came out.


We didn't leave, because after the chaos in health, the governments of the acute crisis, not only in Brazil, no longer require new public health policies. Public health has become a fundamental item of our lives, but on the one hand it has to recover what was lost in the epidemic, on the other hand it has to invest in sanitation, vaccinations, research and more and more. But little of that happened. The impression you have is that, if there is another wave, because COVID is still there, with several types of viruses, we are as poorly prepared as it was five years ago. And there are still people who politically exploit the misfortune that hit us, insisting that the politicians of the time were right, it was a little flu.


In the economic area, COVID forced us into a new reality. Remote work, also distance classes, and distance personal relationships. By the way, during the epidemic, the families that had a good conviviality continued. But those who didn't, broke. The psychological weight and its consequences, including in education, children, and also in labor relations, have not yet been fully researched. Another activity, in addition to zoom, that grew a lot was home delivery. Quarantine, the word we are forgetting, but that we live.


The fact that scares me is how we don't improve the world we live in after this catastrophe. In the United States there is a rubella epidemic and a denying Secretary of Health until he says enough. And the frozen, diminished research funds, the WHO without Americans. We are, at least, strange human beings, promoting the devaluation of human life, instead of taking care of humanity. It's sad, but it's real.

 DA MEMÓRIA CURTA E DAS MORTES QUE NÃO ACABARAM

 

Há cinco anos atrás, começamos a usar máscarasque não tinhacomo não tinha vacina, não tinha respiradores, e a surpresa total com o que estava acontecendo. Era o início da COVID 19. Uma epidemia fatal, que até hoje não dizem de onde veio. Na época se especulava que a origem era a ChinaHospitais lotados, médicos e enfermeiros trabalhando sem descanso, faltando máscaras, remédios e cemitérios abrindo covas com tratores. Uma ao lado da outra, sem presença de parentes, uma identificação precária e os coveiros de branco parecendo astronautas.

Presos em casa, aulas suspensas, empresas sem trabalhadores, aviões vazios, restaurantes vazios. Fecha, abre, fecha. O governo na época dizendo que era uma gripezinhademite ministro da saúde que dizia que a coisa era séria e tomava providências sérias, coloca um general intendente no lugar, e assim morreram só no Brasil um milhão de pessoas. Medo de sair, desespero, preocupação com os idosos, vacina da China,  depois as norte-americanas. E as viagens internacionaisatingidas, com cada país tendo uma regra diferente, certificados, testes e vacinas. Vivemos um inferno do qual estamos hoje achando que saímos.

Não saímos, porque após o caos na saúde, os governos da crise aguda, não só no Brasil, deixaram de requer novas políticas de saúde pública. Saúde pública virou um item fundamental da nossa vida, mas de um lado tem que recuperar o que foi perdido na epidemia, de outro lado investir em saneamento, vacinações, pesquisa e mais e mais. Mas, pouco disso aconteceu. A impressão que se tem é que, se houver outra onda, porque a COVID ainda está aí, com diversos tipos de vírus, estamos tão mal preparados como foi há cinco anos.E ainda tem gente que politicamente explora a desgraça que nos atingiu, insistindo que o políticos da época estavam certos, era uma gripezinha.

Na área econômica, COVID nos obrigou a uma nova realidade. Trabalho adistância, também aulas a distância, e relações pessoais a distância. Alias, durante a epidemiaas famílias que tinham um bom convívio, continuaram. Mas, as que não, quebraram. O peso psicológico e suas consequências, inclusive na educação, nas crianças, e também nas relações de trabalho, ainda não foram totalmente pesquisadas. Uma outra atividade, além do zoom, que cresceu muito foi a entrega domiciliar. Quarentena, a palavra que estamos esquecendo, mas que vivemos.

O fato  que me assusta é como não melhoramos o mundo em que vivemos após essa catástrofeNos Estados Unidos tem uma epidemia de rubéola e um Secretário de Saúde negacionista até dizer chega. E os fundos de pesquisa congelados, diminuídos, OMS sem norte-americanos. Somosno mínimo, estranhos seres humanos, promovendo a desvalorização da vida humana, ao invés de cuidar da humanidade. É triste, mas é  real.

Friday, 14 March 2025

DO HOCKEY NA POLÍTICA , CANADA E ESTADOS UNIDOS

 DO HOCKEY NA POLÍTICA 

O esporte mais popular no Canadá e também um dos populares nos Estados Unidos é pouco conhecido pelos brasileiros. É um esporte que se joga com muita rapidez, mas muita mesmo, com certo grau de violência, e no gelo. A bola chamada puck é movimentada com uma velocidade ímpar. É o hockey no geloque tem uma liga própria entre Estados Unidos e Canadá, e tem um torneio histórico entre os dois países. E neste último torneio em fevereiro, quem ganhou dos EUA foram oscanadenses: 3X2.

Mas, não foi por causa dessa vitória que Presidente Trump disse que quer anexar seu vizinho com 40 milhões de habitantes e território de 9 milhões de km2 e a maior fronteira entre dois países no mundo, 8.891 km. Ele até chamou o Primeiro-ministro do Canadá, que tem um regime parlamentarista tem como chefe deestado o Rei da Inglaterra, de governador. Disse mais, que Canadá será o 51ºestado norte-americano. E bateu, mesmo com só dois países pertencendo ao tratado trilateral com México de comércio, com tarifas de 25 %. 

Os canadenses, que está semana trocaram de chefe de governo, assumindo o ex-presidente do Banco central da Inglaterra do Canadá, Mark Carney, jogaram como no hockey. Reagiram, pararam de comprar produtos norte-americanos, ameaçaram com tarifas, e o país, que já sofreu a tentativa de separação da Província de Quebec, francófona, se uniu. O partido liberalque está no poder há 9 anos, desgastado com o alto custo de vida, endividamento e aumento de despesas do governo, vai para as eleições nos próximos meses enfrentando Trump como num jogo de hockey. 

O caso do Canadá e suas relações com Trump é enigmático. Os dois países são parceiros econômicos e interligados de uma forma ímpar. 77 % das exportações canadenses vão para o vizinho do norte. E na defesa, como no G7, os dois países cooperam muito. Qualquer previsão de como esse jogo, se é jogo, vai terminar ou como vai se desenvolver, é inócua

Brasil tem um comércio muito positivo com Canadá. Vendemos muitosprodutos industrializadosA EMBRAER, que tem como principal concorrente aBombardier canadense, vende muitos aviões por lá. Temos 2 bilhões de dólares de investimento, enquanto o Canadá, que investe no Brasil desde 1899, Light em São Paulo, tem 25 bilhões de dólares. Mineração, engenharia, telecomunicações, agro e mais 140 mil brasileiros por lá. E importamos fertilizantes fundamentais para nosso agro.

Dependendo de como o puck vai rolar entre os dois vizinhos, nos tornamos mais atraentes ainda para os canadenses. E claro, dependendo do resultado do jogo entre eles, vai ficar também claro até onde um país pode resistir a um ataque e se defender. Ter 200 anos de boas relações, um acordo comercial, e uma relação fraternal, não vale muito para os dias de hoje.

 

Friday, 7 March 2025

DO GRINGO, DA GINGA E DA VIDA REAL

 DO GRINGO, DA GINGA E DA VIDA REAL

Neste carnaval, coloquei o chapéu de gringo europeu, com os óculos para enxergar melhor, e ouvir com meu ouvido biônico esse  Brasil brasileiro. Vi e, claro que não entendi, uma discussão grande sobre emendas parlamentares. Até a corte de justiça mais alta do país envolvida nisso. A explicação que me deram é que isso é uma jabuticaba do sistema político brasileiro. Ai, entendi ainda menos por que é que a coitada da fruta, cuja geleia é deliciosa, tem algo a ver com isso.

Depois apareceram, ainda no campo da justiça, os ganhos milionários de juízes, vendas de sentenças e, no desfile das escolas de samba no Rio, até uma escola expondo com porta bandeira e tudo, e ao som de um samba, que me convenceu de que há um sistema judiciário cheio de jabuticabas, assim como o sistema político.

Neste imbróglio dentender o que está acontecendo, me escapou o debate sobre asfinancas públicas. Uma hora o governo diz que vai controlar as financas publicas,  o tal do mercado faz as contas e diz que não confere, porque as financças ja estão ruins, e ai vem uma reforma ministerial para melhorar a imagem do governo. Melhorar a comunicação e bater no adversário é a fórmula que sempre é certa para dar errado. Alias, as eleições são daqui a 15 meses, mas as apostas ja estão correndo mais rápido do que os bets que entram no bolso dos pobres e fazem ricos os donos das bets. Ai me explicaram que os bets são uma forma legal de jogo dobicho. Não entendi mais uma vez.

E o preço do xuxuTentaram me explicar que num país com sol, água, três ministérios para cuidar de comida, de pesca, de agricultura e agricultura familiar, o preço da comida tem que acompanhar mercado internacional. Por supuesto, os ganhos também são internacionais.

Mas, para minha alegria consegui entender duas coisas admiráveis: o filme que ganhou primeiro Oscar para o Brasilde uma beleza triste e que é a cereja no bolo da formidável cultura brasileira e do carnaval. Pode dizer e falar, maessaorganização dos blocos e escolas de samba, pelo país afora, não existe em lugar nenhum do mundo. Uma beleza ímpar, uma alegria contagiante, músicas e textos que emocionam, uma disciplina de cada um e de todos, mesmo tendo alguns incidentes, mostram um Brasil e seu povo numa glória que se sobrepõe ao que escrevi acima do que se passa no país e que eu e mais muitos não entendemos.

Mas veja, com toda a ginga do carnaval, com uma reforma tributária que vai aumentar os impostos e vai durar nove anos para ser implementada, o Brasil resiste a tudo. Trump batendo e ameaçando, e aí é real, vai atingir o Brasil quanto? Talvez porque o país não tem a significância que supostamente teria ou porque somos tão autosificientes que não nos atinge. Até no requisito orgulho nacional. Brasil brasileiro….