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Friday, 28 November 2025

FROM DONBAS, UKRAINE TO BRAZIL


The end of a war, something that Brazil fortunately does not know, ceases with an agreement in which no one is a winner, and continues long after, but very much, with psychological and physical sequelae of those who fought and their families, in addition to the reconstruction of the country.


The Russian invasion of Ukraine may in its first step end with an agreement sponsored by the US directly with Russia, with notorious marginalization of Europeans, in the coming weeks. The attempt, in August, with the meeting between Trump and Putin, continues and more and more is appearing the notorious fact that Ukraine, without US support, cannot defeat Russia, that Europeans bear the cost of war beyond their financial capacity and that also Russia, even losing thousands of soldiers, resisted, with the support of China, the sanctions and pressure of the West and conquered 20% of the Ukrainian territory.


And that's where the cat twists its tail: Donbas. The conquest of this territory fatally weakens Ukraine and its economic capacity and strengthens the Russian economy. Donbas is the São Paulo of Ukraine. Steel industry, chemical, tractors, coal mines and minerals, all this leaves Ukraine and stays with the Russians. And more, strategic accesses through the Black Sea to Crimea, already annexed before by Russia, completing a fundamental logistics route for Russian strengthening and the future weakening of Ukraine.


If we add to this that Trump has already made an agreement with Ukraine for the US to participate in the exploration of critical minerals, the question is how is the reconstruction of Ukraine after the war. The plans are already made and will require a trillion dollars. Part of this funding comes from frozen Russian funds, European loans and the World Bank. In fact, Europe will stop investing in war, to invest in development. And Russia returns to the world, perhaps even to the G8, without sanctions and strengthened.


In Brazil, which has more than 500,000 Ukrainians and their descendants living here, the trade in fertilizers and steel products will resume and re-export, from the current 50 million dollars, to reach the pre-war limit of 250 million. But the war in Ukraine, from a military point of view, totally changed the way of war. Drone. And according to the newspaper the State of São Paulo, the Ukrainians are already teaching the Brazilian army the war with drones, in which apparently we are well behind. Ukraine was also the world's barn and the supply of wheat to Brazil, in addition to fertilizers, for what we depend on Russia today, should be important again. In summary, the end of the conflict, which cost millions of lives, 4 million Ukrainians left the country, trillions of dollars, will reorganize world geopolitics, but will have profound effects on economic relations, especially in Europe, which ran out of Russian gas. Everything has changed.

DE DONBAS, UCRÂNIA AO BRASIL

O término de uma guerra, algo que o Brasil felizmente não conhece, cessa com um acordo em que ninguém é vencedor, e continua muito depois, mas muito mesmo, com sequelas psicológicas e físicas dos que combateram e suas famílias, além dareconstrução do país.

A invasão russa da Ucrânia pode no seu primeiro passo terminar com um acordo patrocinado pelos EUA diretamente com a Rússia, com notória marginalização dos europeus, nas próximas semanas. A tentativa, em agosto, com encontro entre Trump e Putin, continua e cada vez mais está aparecendo o fato notório de que Ucrânia, sem apoio dos EUA, não consegue derrotar Rússia, que os europeus arcam com o custo da guerra para além da sua capacidade financeira e que também Rússia, mesmo perdendo milhares de soldados, resistiu, com apoio da China, às sanções e à pressão do Ocidente e conquistou 20 % do território ucraniano.

E é aí que o gato torce o rabo: Donbas. A conquista desse território enfraquece aUcrânia e sua capacidade econômica fatalmente e reforça economia russa. Donbas é a São Paulo da Ucrânia. Indústria siderúrgica, química, tratores, minas de carvão e minerais, tudo isso sai da Ucrânia e fica com os russos. E mais, acessos estratégicos pelo Mar Negro para Crimeia, já anexada antes pela Rússia,completando uma rota logística fundamental para o fortalecimento russo e oenfraquecimento futuro da Ucrânia.

Se a isso somarmos que Trump já fez um acordo com Ucrânia para que os EUA participem da exploração de minerais críticos, a pergunta é como fica areconstrução da Ucrânia após a guerra. Os planos já estão feitos e vão requerer um trilhão de dólares. Parte desse financiamento vem dos fundos congelados russos, empréstimos europeus e Banco Mundial. De fato, Europa vai parar de investir em guerra, para investir em desenvolvimento. E a Rússia volta ao mundo, talvez até para G8, sem sanções e fortalecida.

No Brasil, que tem mais de 500 mil ucranianos e seus descendentes vivendo aqui, vai-se retomar o comércio de fertilizantes e produtos siderúrgicos voltar a exportar, dos atuais 50 milhões de dólares, para atingir o limite de pré-guerra de 250 milhões. Mas, a guerra da Ucrânia, do ponto de vista militar, mudou totalmente o modo de guerrear. Drone. E segundo jornal Estado de São Paulo os ucranianos já estão ensinando ao exército brasileiro a guerra com drones, em que aparentemente estamos bem atrasados. Ucrânia também era celeiro do mundofornecimento de trigo para Brasilalém de fertilizantes, para o que hoje dependemos da Rússia, deve voltar a ser importante. Em resumo, fim do conflito, que custou milhões de vidas, 4 milhões de ucranianos deixaram o país, trilhões de dólares, vai reorganizar geopolítica mundial, mas terá efeitos profundos nas relações econômicas, principalmente na Europa, que ficou sem gás russo. Tudomudou.

 

Friday, 21 November 2025

FROM SÃO PEDRO, PRAY FOR US


Year-end parties also include reflections and predictions for next year. The 2026 one will be marked by the elections in Brazil, so theoretically you don't need anything else to disturb the lives of companies. But the world exists and it will also have a strong influence on the economy and Brazilian companies.


The number one factor will be the performance of the US economy, growth of 1.7% of GDP, China, 4% and the EU, 1.5%. The volatility of the White House's decisions, including pricing, dollar appreciation, cryptocurrencies and massive investments in AI, in addition to the strategic dispute with China, are some of the uncertainties that will predominate the scenario. And, definitely, the North American position that Latin America is its backyard creates another variable in relations with the largest economy in the world.


China, which for Brazil is the savior of the Homeland, and its economic policies, since it has political stability, and especially its relationship with the US, will be our number two concern. And this includes the prices of iron ore, oil and soybeans. The forecasts are that the eldorado of high commodity prices has passed, but there is also the La Niña phenomenon, which can change the harvests of some products.


The concern with climate change, of preparing companies for, not only the cost of energy, but also for all the side effects that these mitigations are causing, is almost a certainty next year. And these certainties also include the weakness of our cybersecurity. It is no longer an isolated act of crazy hackers, but part of the international criminal system. In fact, crime, with its international extensions, will be an increasing presence in our economy.


The advances of AI will be greater and then Brazil will increasingly depend on the Big Seven, the largest technology companies. We are users and dependents. On the other hand, even to absorb the advances, companies will have to invest in their human resources. And there is also a lot of discussion whether or not there is an AI investment bubble and what effects this has on the capital market. Robotization and the use of AI, in addition to the increasing use of quantum computing, will determine our competitiveness.


In this chapter, there will also be the Mercosur EU agreement, which changes our economic model, in addition to regional conflicts such as Ukraine, the Middle East, Sub-Saharan Africa and tensions in South America.


To all this is superimposed on the World Cup, played in the USA, Mexico and Canada, which will have its own influence on tourism, in the TV market, and hours worked. That is, a year in which everything is in the hands of St. Peter, the greatest saint, where there is much to predict, but much more to pay attention to, in geoeconomic changes, which are faster than cloud changes.

DO SÃO PEDRO ROGAI POR NÓS 

 

Festas do fim do ano também incluem reflexões e previsões parao próximo ano. O de 2026 será marcado pelas eleições no Brasil, então teoricamente não precisa de mais nada para perturbar a vida das empresas. Mas, o mundo existe e ele também terá influência forte na economia e nas empresas brasileiras.

O fator número um será o desempenho de economia dos EUA, crescimento de 1.7 % do PIB, da China, 4 % e da UE, 1.5 %. A volatilidade das decisões da Casa Branca, inclusive o tarifaçovalorização do dólar, as criptomoedas os investimentos massivos em IA, além da disputa estratégica com China, são algumas das incertezas que vão predominar o cenário. E,definitivamentea posição norte-americana de que América Latina é seu quintal cria outra variável nas relações com maior aeconomia do mundo.

China, que para Brasil é salvadora da Pátriae suas políticas econômicas, já que tem estabilidade política, e principalmente sua relação com os EUA, será nossa preocupação número dois. E nisso se incluem os preços do minério de ferro, do petróleo e da soja. As previsões são que o eldorado dos preços altos dascommodities passou, mas também tem o fenômeno La Niña, que pode alterar as safras de alguns produtos. 

A preocupação com as mudanças climáticasde preparar as empresas paranão só o custo de energia, mas também para todos os efeitos colaterais que essas mitigações estão provocando, é quase uma certeza no ano que vem. E nestas certezas também se inclui a debilidade da nossa segurança cibernética. Ela não é mais um ato isolado de hackers malucos,mas parte do sistema criminal internacional. Aliás, o crime, com suas extensões internacionais, será uma presença cada vez maior na nossa economia.

Os avanços da IA serão maiores e aí Brasil dependerá cada vez mais das Big Seven, das maiores empresas de tecnologia. Somos usuários e dependentes. Por outro lado, até para absorver os avanços, as empresas terão que investir em seus recursos humanos.E há muita discussão também se há ou não bolha de investimentos em IA e quais efeitos isso tem no mercado de capitais. A robotização uso de IAalém duso cada vez maior da computação quântica, vão determinar a nossa competividade.

Nesse capítulo, haverá ainda o acordo Mercosul UE, que muda o nosso modelo econômico, além dos conflitos regionais como da Ucrânia, Oriente Médio, África Subsaariana e tensões na América do Sul.

A tudo isso se sobrepõe a Copa, jogada  no EUA, México e Canadá, que terá sua influência própria no turismo, no mercado de TV, e horas trabalhadas. Ou seja um ano em que está tudo na mão de São Pedro, santo maior, onde há muito para prever, mas muito mais para prestar atenção, nas mudanças geoeconomicas,que estão mais rápidas do que a mudanças de nuvens.


Friday, 14 November 2025

BELÉM DO PARÁ TO SANTA MARTA, COLOMBIA


Two diplomatic events of worldwide repercussion are happening in Latin America. One, COP 30, which has not yet ended, in Belém do Pará, 1.4 million inhabitants, in the Amazon and another, the European Union Summit - Latin America and the Caribbean, CELAC, in Santa Marta, Colombia's Caribbean coast, 500,000 inhabitants. In Belém there are 194 countries, and in Santa Marta, 60. For COP 30, Climate Summit, not only came the Crown Prince of the United Kingdom, but also his Prime Minister, the President of France and many, many, heads of state, while at the meeting of Colombia came few, either from Europe or even from the region. Not even the President of the European Commission, who was in Belém, went to Santa Marta. The logistical issue, from Belém to Santa Marta, is six hours of direct flight for those who have their own plane, otherwise, from São Paulo to there it is 9 hours of flight, it may have been heavy.


The meeting in Belém, where a cheese bread costs 45 reais, with emphasis on solutions to climate change, shows the Brazilian capacity for organization, especially content. Traditional Brazilian diplomacy is showing the country's leadership on this issue, and with emphasis, even with the absence of the USA, which for the first time, since 1992, does not participate in multilateralism. The proposal for a rail fund for the preservation of forests is being well accepted, despite the fact that the bias is more to increase the control of investments in preservation by governments than by the private sector. As this will be in practice, in Brazil we have the experience of the Amazon Fund, where money is more used in administration than in projects, no one knows. Anyway, COP30, with the help of the tornado in Paraná, increased the interest of our population in climate change, which is already present in our daily life.


The biannual meeting of 27 members of the EU and 33 countries of our continent took place in Colombia, whose President, Petro, is in the ass with Trump. There was more Venezuela, under threat and without democratic legitimacy. In short, the level of European representativeness was low. Some say because of the logistics, others because no one wants more confusion with the US. The final statement, with 52 points, is like a mother's heart, everything fits. Even so, Venezuela did not sign and neither did Nicaragua. Cuba, yes. And Lula, who moved from Belém to there, made a speech in defense of peace on the continent. Nothing to do with the US attacks on speedboats by alleged drug traffickers. And as a common point between the two meetings, in addition to climate change, is the clamor for more resources to solve problems of all kinds and natures.


The Brazilian leadership, even though Lula stayed a short time in Colombia, in the two meetings, was well felt. The American absence in Belém, even with the Democratic Governor of California present, was much criticized. What about China? No one saw it, but everyone felt his presence.

DE  BELÉM DO PARÁ A SANTA MARTA, COLOMBIA

Dois eventos diplomáticos de repercussão mundial estão acontecendo na América Latina. Um, a COP 30, que ainda não terminou, em Belém do Pará, 1,4 milhões de habitantes, na Amazônia e outro, a Cúpula União Europeia – América Latina e Caribe, CELAC, em Santa Marta, costa caribenha da Colômbia, 500 mil habitantes. Em Belém estão presentes 194 países, e em Santa Marta, 60. Para A COP 30, Cúpula do Clima, não só veio o Príncipe herdeiro do Reino Unido, como seu Primeiro Ministro, o Presidente da França e muitos, mas muitos, chefes de estado, enquanto na reunião da Colômbia vieram poucos, seja da Europa ou mesmo da região. Nem a Presidente da Comissão Européia, que esteve em Belém, foi para Santa Marta. A questão logística, de Belém a Santa Marta, são seis horas de vôo direto para quem tem avião próprio, senão, de São Paulo até lá são 9 horas de vôo, pode ter pesado.

A reunião em Belém, onde um pão de queijo custa 45 reais, com ênfase nas soluções para as mudanças climáticas, mostra a capacidade brasileira de organização, principalmente de conteúdo. A tradicional diplomacia brasileira está mostrando a liderança do país nesse tema, e com ênfase, mesmo com a ausência dos EUA, que pela primeira vez, dede1992, não participa, no multilateralismo. A proposta de um fundo trilhonário para a preservação de florestas está sendo bem aceita, apesar de que o viés é mais para aumentar o controle de investimentos em preservação pelos governos do que pelo setor privado. Como isso vai ser na prática, no Brasil temos a experiência do Fundo Amazônia, onde o dinheiro é mais usado em administração do que em projetos, não se sabe. Seja como for, a COP30, com ajuda do tornado no Paraná, aumentou o interesse da nossa população pelas mudanças climáticas, que já estão presentes no nosso dia a dia.

A reunião de 27 membros da UE e 33 países do nosso continente, bianual, ocorreu na Colômbia, cujo Presidente, Petro, está às turras com Trump. Teve mais a Venezuela, sob ameaça e sem legitimidade democrática. Em resumo, o nível de representatividade europeia foi baixo. Uns dizem por causa da logística, outros porque ninguém quer mais confusão com os EUA. A declaração final, com 52 pontos, é como coração da mãe, cabe tudo. Mesmo assim, a Venezuela não assinou e nem a Nicarágua. Cuba sim. E Lula, que se deslocou de Belém para lá, fez um discurso de defesa da paz no continente. Nada a ver com os ataques norte-americanos a lanchas de supostos narcotraficantes. E como ponto comum entre as duas reuniões, além das mudanças climáticas, está o clamor por mais recursos para as soluções de problemas de todo tipo e natureza.

A liderança brasileira, mesmo que Lula tenha ficado pouco tempo na Colômbia, nas duas reuniões, foi bem sentida. A ausência norte-americana em Belém, mesmo com o Governador democrata da Califórnia presente, foi muito criticada. E a China? Ninguém viu, mas todos sentiram a sua presença.

 

 

 

 

 

 

 


Friday, 7 November 2025

UNCLE'S PATINHAS AND TRILLIONS


In the 60s there was the story of the billionaire, hard-bread uncle Patinhas. He talked about billions, which, even with Brazilian inflation at the heights, were numbers of unattainable wealth. Then a list of billionaires from Forbes magazine appeared, which still distanced those they have from those they will never have.


Now we enter a new era that is of trillions, not reais, but dollars, which is still the reference currency. A company appears that is not the most popular brand on the planet, probably the absolute majority of people don't even know what they do, and it's worth five trillion dollars. Nvidia, chip manufacturer in the USA. Here comes again the richest man in the world, and also controversial, Elon Musk, inventor of Tesla, who has a heritage of 1 trillion dollars and requeims another trillion prize if Tesla's value rises from the current 1.4 trillion to 8.8 trillion in 10 years. Google, Microsoft, Meta and Amazon are investing 360 billion dollars in data centers and AI. OpenAI and Amazon close a 38 billion deal. And Oracle, another technology giant, will invest 300 billion in data center. Trump's son-in-law closes the purchase of a 55 billion gaming company. And 42 million Americans, 12% of the US population, depend on food stamps, government aid for the purchase of food.


The Brazilian Gross Domestic Product, in 2024, was 2.18 trillion dollars. From proud Minas, only 200 billion. And the most valuable Brazilian company, Nubank, is worth 80 billion dollars. By the way, a phenomenon, since in 12 years it has become the most valuable Brazilian, surpassing Petrobras. A digital bank versus an industry.


In conclusion, comparing these numbers, it comes to the conclusion that Brazil is worth less than half of Nvidia and Musk can buy half of Brazil, with everything included. Wealth today is in digital, in business models that generate trillions and whose change is billions. The success of Nubank, founded by a Colombian and partners, shows that it is possible to reach a level of competition. But, in the AI that today absorbs a good part of the capital available in the world, by the way regardless of its results, already creating doubt whether there will be a return, we are out of competition.


The trillion size of this economy, including overvaluation of stocks, reminds us of reading Andrew Sorkin's book, 1929. It's about the crash that broke the world economy, an endless spiral of the stock market that broke the world. By the way, in the 70s there was in Brazil this phenomenon that produced the imaginary actions called Merposa, unpronounceable but available on the internet. Distinguish what is real from the imaginary of greed. Perhaps remember Getúlio Vargas visiting the Cattle Fair in Uberaba, when they presented him with a super valuable bull, said: it is worth as much as it weighs.