Friday, 25 July 2014

DOS MÍSSEIS ASSASINOS

Dos mísseis assassinos O míssil é um artefato militar construído para matar. Mas ele só cumpre a sua missão quando acionado por um militar mandado por um outro militar mandado por um político. O assassinato dos 298 passageiros do avião malaio na Ucrânia não aconteceu nem por acaso e nem sem presença humana. Não foi um pássaro desconhecido, mas pessoas que fizeram isso. E por que tanta explicação sobre um assunto aparentemente claro? Porque a ninguém interessa neste momento a verdade, já que a verdade posta na mesa pode provocar mais conflitos e mais mortes. E dizer que, neste mundo tão sofisticado, onde por exemplo os Estados Unidos são capazes, e fazem isso com a mão na cintura, de ouvir as conversas da presidente brasileira, não se sabe quem disparou e de onde partiu o ataque, é nos chamar de idiotas. Uns e outros sabem, mas não convém divulgar. Mas, esse incidente coloca muitas perguntas sem resposta na mesa. A primeira é quantos armamentos não controlados e ameaçando a vida de civis ainda existem e onde. E nisso se enquadram os armamentos químicos e nucleares. E quem tem acesso a eles, já que tudo indica que o mercado das armas floresce mais do que as rosas na primavera. A outra pergunta é quem alimenta esses conflitos e por quê. A resposta parcial é que os Estados Unidos não ficaram satisfeitos apenas com a queda do muro de Berlin, acontecimento que faz este ano aniversário de 25 anos, mas querem o domínio econômico, militar e político daquela região. Definitivamente, essa é a batalha da Ucrânia! A batalha sobre quem vai dominar a Ucrânia está em curso desde a sua independência da União Soviética e, mais recentemente, só se agravou. O incidente com o avião malaio é um peão no tabuleiro dessa disputa. Aos Estados Unidos não convém o predomínio russo, com seu líder de 61 anos, sem carisma mas obcecado com a restituição da grandeza do seu país, em uma região rica em minerais, gás e petróleo. E a União Européia que, com a proverbial ignorância dos fatos pela sua diplomacia, queria, em nome do Ocidente (segundo o ex-guerrilheiro francês Registro Debray, o endereço deste conceito é o número de telefone da Casa Branca, sede do governo dos Estados Unidos) trazer a Ucrânia para a órbita ocidental. E o resultado é visível e ainda está longe de terminar. No episódio do avião derrubado, com cenas horríveis de pilhagem (aliás muito comuns depois da segunda guerra mundial, por onde passaram vitoriosos soldados soviéticos que roubavam e estupravam com toda a aprovação dos seus superiores) há também a questão de por que as Nações Unidas não assumiram a investigação.Talvez a resposta seja que não interessa aos Estados Unidos uma investigação neutra. Quanto às sanções contra a Rússia e o seu isolamento, têm efeito bumerangue para Europa. Menos para Estados Unidos, mas ao diminuir a economia russa, os maiores perdedores são os europeus, que aumentaram em muito o seu comércio com a Rússia. E quem sabe sobra espaço para aumentar o nosso comércio com Rússia, mesmo sofrendo a pressão dos Estados Unidos e da União Européia para sancionar aquele país. Stefan B. Salej 25.de julho 2014.

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