Monday, 2 January 2017

DO DESEMPREGO

DO DESEMPREGO

Em geral, os primeiros artigos do ano novo passam por análises do passado e previsões do futuro. E sempre tem muita sabedoria sobre o passado e ainda mais sabedoria sobre o futuro, sem base alguma. Mas,  isso faz parte de nossa cultura e faz até bem. Por outro lado, neste momento existe uma situação mais do que dramática, que suplanta as histórias do passado e, sem dúvida, vai definir a vida do futuro: o emprego.

Estar desemprego é uma das piores situações que alguém pode viver. Só quem esteve desempregado, batendo de porta em porta, tendo conhecimento, as vezes experiência, garra para trabalhar e necessidade para trabalhar, sabe como é doloroso, difícil, até humilhante, essa peregrinação que dá a impressão de que você é um rejeitado, inútil, dispensável e pior do que outras pessoas que conseguem, e você não consegue nada. É uma experiência traumática que deixa feridas profundas nas pessoas e suas famílias.

O país tem oficialmente 12 milhões de desempregados e, segundo as previsões, essas que acertam o desacerto da vida, vamos ter um milhão de desempregados a mais neste ano de 2017.Mas, esses são desempregados que tinham carteira de trabalho assinada. Quantos milhões que não têm há muito tempo carteira assinada existem no país ? O total, por algumas contas de experts econômicos, são mais de 30 milhões. E a isso se soma o subemprego ou emprego informal.

Nenhum prefeito das capitais falou na sua posse sobre como vai gerar emprego ou manter emprego no seu município. Corte de despesas e austeridade, até uniforme de gari teve neste início de ano, mas como gerar novos empregos e manter os atuais, só os prefeitos como o Medioli, em Betim, ou o Odelmo, em Uberlândia, sabem. As políticas de emprego não são só responsabilidade de governos estaduais e federais, são dos municípios também. Alias, costuma-se dizer que o cidadão não mora na federação, mas no município. Então, onde estão as políticas de desenvolvimento e de criação de empregos?

Esse esforço não pode ser também só das prefeituras, mas da sociedade. As entidades empresariais e sindicatos dos trabalhadores têm que ter também propostas, não só de defesa de emprego, mas de sua evolução com novos investimentos, educação, ação social na época de crise. Não havendo essa ação criativa para a crise, não há polícia que segure os famintos nas ruas. As pessoas não estão pedindo esmola, pedem a chance de trabalhar e mostrar que podem ganhar a vida honestamente.

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