Sunday, 18 September 2016

DE COOPERAR NOS TEMPOS DA CRISE

DE COOPERAR NOS TEMPOS DA CRISE
Se for verdade que mineiro só é solidário no câncer, temos mais um problema  de enorme grandeza e importância a resolver. Porque é nos tempos de crise, tempos de tempestades e dificuldades que a solidariedade e a cooperação são mais necessárias do que em tempos de paz e bonança. Alias, é nos tempos difíceis que o caráter das pessoas aflora e mostra seu lado mais bonito, ou mais obscuro.

E que estamos vivendo tempo difíceis,  mesmo  com alguns políticos nos dizendo que a tempestade está passando, não ha dúvida alguma. Só os números de desempregados, que hoje correspondem oficialmente a 12 milhões de pessoas ( o úmero equivalente dos desempregados na grande crise dos Estados Unidos na década de 20), já assusta. E quem assiste essas famílias? Quais são os programas, por exemplo de entidades sócias do empresariado, como o SESI, para o qual eles contribuíram enquanto estavam empregados?  O mais visível pode ser o trabalho dos clubes de serviços como o Rotary e o Lions, muito ativos especialmente, no interior do Estado. 

Além da área social de solidariedade, onde as diversas religiões também têm seu papel importante, temos a cooperação entre as empresas e entidades econômicas como um dos elementos mais importantes para atravessarmos a crise. Na área de entidade de classe, onde os objetivos de bem estar empresarial unem todos, os projetos comuns para dialogar com governos e políticos são mais do que necessários. Torna-se fundamental inclusive a percepção de interdependência de setores econômicos e sua integração para conseguir melhores resultados. Por exemplo, a indústria de máquinas agrícolas só vai bem se a agricultura for bem. E se a agricultura for bem, o comercio vai melhor. Simples.

No nível de empresas , no mundo de hoje não há mais espaço para isolamento e o tamanho também conta. As empresas que ontem eram concorrentes hoje devem trabalhar juntas para enfrentar os concorrentes maiores, mais capitalizados e mais competitivos. Tem que dialogar, achar meios de cooperar para sobreviver e crescer. Assim podem ser também reativadas cooperativas ou consórcios de compras, o que reduz o custo de compra, estoque, e preços. Podem ser formados consórcios  de vendas, em especial para exportação. Há muitos anos atrás, o setor elétrico do estado formou um consórcio, com ajuda do então CEAG, de exportação, que alavancou vendas no exterior cujos resultados são vistos até hoje.

Até na hora da dispensa de funcionários podem se fazer ofertas simples, como o funcionário que você dispensa pode ser muito necessário no seu vizinho.

É preciso pensar e agir de forma solidária, com resultados concretos, para que no vendaval que estamos passando as empresas se fortaleçam e não desapareçam.

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