Friday, 1 April 2016

DO TERRORISMO NUCLEAR

DO TERRORISMO NUCLEAR 

Na reunião dos 50 chefes de estado, liderada pelo Presidente dos Estados Unidos, sobre segurança nuclear, faltaram dois. Um, porque as relações com os Estados Unidos não andam bem, mesmo se contém, junto com os americanos, 90 % dos 7000 mísseis nucleares do mundo. Putin não veio. E a Presidente brasileira também não. Veio e participou ativamente outro membro dos BRICS, o presidente chinês Xi. A brasileira, que entre outras faltas de políticas, não tem nenhuma política referente ao uso de energia nuclear, não fez falta, mas só confirmou que o país, também nesse assunto, não é player internacional. E dos cinco membros dos BRICS, que estão como movimento moribundo, quatro são muito importantes na área nuclear. Três, India,China e Rússia, têm bomba atômica.

O grande problema hoje em dia nessa área é o chamado terrorismo nuclear. Aliás, pela quantidade de filmes norte-americanos sobre  assunto, a preocupação existe desde que bomba atômica foi criada. De um lado, os que a fizeram, em 1945 e depois, Estados Unidos e Rússia, Grã Bretanha e França, quiseram manter o clube fechado. A entrada posterior da Índia, China e Paquistão no clube desequilibrou o sistema. O Irã não chegou a entrar, e não foi convidado à Conferência de Washington.

Mas, o desequilíbrio e a preocupação cresceu mesmo com a reorganização geopolítica do Leste Europeu. Com o desaparecimento de União Soviética, o seu arsenal nuclear ficou à disposição de várias mãos e hoje não se tem dúvida de que os Estados Unidos e seus aliados, no afã de destruir União Soviética, não avaliaram todas as consequências nessa área e nem se prepararam para as consequências. O mundo ficou mais perigoso!

Hoje, sem diálogo entre os maiores donos de arsenal nuclear, não há paz, e o perigo continua grande. Por outro lado, diante da falta de cooperação entre agências de segurança, o banditismo nuclear representa sim um perigo para o mundo. Não apenas se os terroristas possuírem os artefatos nucleares, mas também se, como foi o caso na Bélgica, constituírem ameaça de atacar usinas nucleares. Esse  perigo é também real e não faz só  o imaginário do cinema.

Mas, o mais impressionante dessa história, é que só 4 % do urânio enriquecido no mundo, é usado para fins pacíficos. O Brasil abriu mão de ter a bomba atômica, apesar de ter condições tecnológicas e depósitos de urânio em condições de fazer. Mas, o pior, abriu mão de avançar muito no uso pacífico da energia nuclear, o que não aconteceu na Argentina, que teve  avanços significativos na área de uso pacífico. Medicina, agricultura, e outros, são campos fundamentais para o nosso futuro desenvolvimento. Aliás, Minas foi centro de pesquisas, com o IPR, Instituto de pesquisas radioativas e mineração de urânio, em Poços de Caldas. Ainda existe, mas não é  ator fundamental de nosso desenvolvimento. 

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