Friday, 8 January 2016

DO JANEIRO INSTAVEL

DO JANEIRO INSTÁVEL
Acabam as festas, na próximas semana ainda temos o Ano Novo dos ortodoxos, ou seja da maioria os povos eslavos, e daqui a três semanas, o carnaval.  Mas, nada melhor do que enfrentar a  instabilidade de todos os tipos nestes dias com as reservas  de energia acumulada  durante os feriados de dezembro. Assim, o teste da  bomba de hidrogênio, feito pela Coréia do Norte, esquentou o ambiente politico internacional. Os protestos  pelo mundo afora de um lado, e descrença de muitos cientistas afirmando que a bomba sequer existiu, não deixaram a marca do medo e duvidas. No final das contas a vizinha Coréia do Sul, que recentemente abriu seu Consulado em Belo Horizonte, foi um dos maiores compradores de armamentos norte-americanos no ano passado.
Outro comprador bom, a Arábia Saudita, também não deixou por menos. Executou um grupo grande de dissidentes  e, entre eles, um clérigo islâmico xiita, o que  provocou um protesto dos xiitas da região liderados pelo Irã e o rompimento das relações diplomáticas entre os dois países, acompanhados por seus vizinhos menores. Xiitas e sunitas continuam resolvendo suas diferenças na região e pelo mundo afora trazendo uma instabilidade indesejável. E mais: o Irã testou novos mísseis de longo alcance sem muita preocupação com o que o mundo pensa ou não deles.
No campo econômico, o terremoto maior foi o ajuste da economia chinesa. Não foi só a bolsa que caiu de novo, mas caiu também o preço do petróleo ao nível mais baixo dos últimos  dez anos. Como o Brasil é dependente do crescimento chinês e do ajuste dos preços das matérias primas, esses eventos nos afetam mais do que imaginamos. O superávit da balança comercial de 2015 só poderá servir de colchão para pagar as contas externas em 2016. Aliás, ninguém explica se a exportação cresceu, mas todo mundo fala só da importação  que encolheu. E com a desvalorização da moeda chinesa, o yuan, os chineses vão invadir o mundo com seus produtos, tirando inclusive como aconteceu na Argentina, produtos brasileiros da prateleira do importador.
Imagine se os fatos de tão longe nos afetam tanto, como então interpretar os eventos na Venezuela. A nova Assembleia Nacional, dominada  pela oposição, tomou posse. Oficialmente começou um conflito de poderes cujas consequências  são totalmente imprevisíveis. Mas todas apontam para uma solução não democrática.
O ano mal começou. E começou bem agitado.

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