Thursday, 17 December 2015

DE REBAIXAMENTO E REBAIXAMENTO

DE REBAIXAMENTO  E REBAIXAMENTO
Quem se surpreendeu com a rebaixa da nota de avaliação da agência Fitsch não deve entender nada de finanças e de mercado. Absolutamente nenhuma surpresa para o chamado mercado. E também não deve ter sido para os funcionários de carreira do Ministério da Fazenda ou do Banco Central do Brasil. A apresentação da nota, que a absoluta maioria dos editores de economia não leu em detalhes, nada a ver com a expressão que estão usando, de que o Brasil passou a ser um mau pagador. A avaliação das agencias como S&P, Fitch, Moody ( está, a próxima que deve rebaixar a nota a ser dada ao desempenho econômico financeiro do Brasil) refere-se às  condições que economia está passando e ao seu futuro.
Essa avaliação  nada  tem que ver com os atrasos de pagamentos que Brasil tem nas agências internacionais, como Nações Unidas, dos alugueis das entidades públicas brasileiras no exterior e dos seus funcionários,  e nem com a eventual falta de pagamento das obrigações no exterior de empresas brasileiras por falta de boa gestão ou falta de caixa mesmo. Em resumo: está se vendendo na imprensa tupiniquim algo que ainda não existe, mas que pode ser que vá acontecer.  As agências chamam-se de avaliação de risco, e aí, que como se diz no interior que a porca torce o rabo
A deterioração das finanças públicas e da economia nacional está a olhos vista para todo lado. Não precisa ser especialista, é só ir à padaria na esquina e perguntar se vendeu este mês mais pão com manteiga do que no mês passado, e você vai ver o que acontece. A queda da produção industrial no país como um todo, e em Minas, em quase 16 %,  já diz tudo. É essa situação que está  levando ao receio de que o país pode vir a deixar de ter capacidade para cumprir seus compromissos externos no futuro, apesar de o tempo todo se vangloriar de uma invejável reserva em moeda estrangeira. Mas ela está como o dinheiro na poupança na Caixa, que existe , mas você não sabe onde e como foi aplicado. Por isso o Bernardo, filho de um amigo meu, foi lá e pediu para mostrarem o dinheiro para ele. Para ver se existe mesmo.
Na situação política atual,  com o desarranjo da economia e das finanças públicas, nos ainda vamos ter muita rebaixas. Dois anos de crise ainda não levaram  a solução alguma. E a queda do PIB neste ano apagou uns quatro estados do Nordeste do nosso ativo econômico. Lamentavelmente, a transição política, de um modelo que faliu para um modelo de sociedade cuja base é a inovação, produção e competitvidade, ainda vai ter muitas rebaixas, até voltar a crescer.

No comments:

Post a Comment