Monday, 15 June 2015

DOS ACORDOS E DESACORDOS

DOS ACORDOS E DESACORDOS Enquanto terminava a reunião de 61 países da América Latina e Caribe e da União Europeia em Bruxelas, onde as declarações que sim, mas que não, mas que temos interesse e somos parceiros, mas acordo comercial ou ainda mais amplo entre o MERCOSUL e a União Europeia ainda não, porque todos entendem e ninguém sabe porque, os 27 países da África anunciaram que começaram a negociação para um acordo comercial de zona livre naquele continente. E os países do Leste Asiático ou da costa do Pacífico continuam as negociações de um acordo de livre comércio. E a mesma União Europeia, que não quer, dizendo que a culpa é dos sul-americanos, fazer acordo de livre comércio com o MERCOSUL, está fazendo um acordo de livre comércio com os Estados Unidos. E há mais acordos regionais e sub-regionais se formando no mundo inteiro, ao mesmo tempo em que a Organização Mundial de Comércio, a OMC, faz 20 vinte e, sob a liderança de um brasileiro, procura seu rumo perdido em um acordo de facilitação do comércio chamado Doha. O mundo do comércio internacional não é uma selva, mas uma coisa organizada ou sob regras gerais como as da Conferencia das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento, a UNCTAD, ou da própria OMC. Ou melhor ainda, os países parceiros se unem, como foi o caso da União Europeia, UE, ou do Acordo de Livre Comércio da América do Norte, NAFTA, entre Estados Unidos, Canadá e México. Ou, no nosso caso, o MERCOSUL, que é hoje em dia um caso clássico de como um acordo desanda, não funciona, trava e em vez de fortalecer as econômicas dos países e suas alianças, só consegue piorar, e sem perspectiva de resolver alguma coisa. Nossas exportações, que são a parte visceral da nossas economia, têm a sua perspectiva incerta em função dessas alianças, como por exemplo agora a africana, das quais nos estamos fora. São acordos e alianças que facilitam o comercio além do de base, como de indústria e serviços competitivos, e com alta produtividade e inovação. Só com a promoção comercial, regiamente paga à APEX pelas empresas, não vai ser suficiente para aumentar o nosso comércio exterior. Os acordos individuais com alguns países considerados bons clientes, como Angola e Moçambique, podem ajudar um pouco, mas também não serão suficiente. E agora José, para onde, com quem vamos fazer business? Enquanto se espera que o governo se pronuncie, nada mal se os empresários forem ouvidos e se fizer um esforço comum para atingirmos as metas. No caso do, MERCOSUL, todo mundo fala, diz, mas ninguém se entende ao ponto de resolver e avançar. Stefan Salej 11.6.2015.

1 comment:

  1. O Brasil, bem como se vê no resto da América Latina, não tem a posição firme de Estado autossuficiente, muito menos tem qualquer independência real com relação a outros países. A interdependência existe para todos, mas é apenas no Brasil que vejo a incapacidade de se mostrar dono das próprias regras. Essa imagem é o que espelha o MERCOSUL, que desde seu começo tendia para problemas do tipo. Concessões começaram a ser feitas, exceções e mais exceções que tornaram o Tratado inicial sucata passaram a existir e o viés da UNASUL, como conseguinte, mal saiu do papel e já afundou.
    Eu vejo um mercado terrível para a América Latina para os próximos 10 anos, mas... Haverá uma época, não posso prever qual, porém acredito que esteja próximo, em que tecnologia será mais obsoleta do que alimentos e água, e portanto haverá um novo interesse em países como os daqui. Entretanto, se o Brasil continuar com essa postura de "país amigável", de "aqui tudo pode se dermos um jeito" e de "pagando à vista, eu só me importo com o agora", afundaremos sem desenvolvimento ou qualquer perspectiva futura, pois não vejo como que a postura nossa ou do MERCOSUL de agora possam ter qualquer benefício, seja com outras uniões ou na própria OMC.

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