Friday, 5 June 2015

DAS UNIÕES DA EUROPA E AMÉRICA LATINA

Das uniões da Europa e América Latina Na semana vindoura estarão reunidos em Bruxelas 60 chefes de Estados e Governos da União Européia (UE) e América Latina e Caribe, CELAC. O resultado, à parte das conversas bilaterais, será uma repetitiva declaração final e um plano de ação. Os dois documentos são muito parecidos com os das últimas reuniões em Madrid e Santiago do Chile. Mesmo que o título do encontro deste ano seja mais pomposo, "Fazendo o nosso futuro comum: trabalhando por uma sociedade prospera, coesiva e sustentável para os nossos cidadãos ", o resultado não será muito diferente. Aliás, fora da meia dúzia de burocratas da área de relações internacionais, está difícil de compreender o que nós querem dizer com este título tão complexo. Mas, olhemos primeiro como está a União Européia neste momento. Mesmo com a nova direção do Conselho da UE e da Comissão, que é o braço executivo da União Européia, os problemas, como a guerra na Ucrânia, a enorme pressão dos imigrantes ilegais vindos da África para Europa e a crise financeira grega, continuam. A América Latina e o Caribe não são prioridade para nenhum país da União Européia. O que eles não querem são imigrantes latino-americanos, não querem nenhuma insegurança pairando sobre seus investimentos e muito menos qualquer ameaça às suas exportações para os mercados latino-americanos. Em resumo, continuamos amigos, desde que os negócios prosperem. Do outro lado do oceano Atlântico, o eixo de aliança do continente, mesmo com certo desagrado, mudou. Com o descongelamento das relações entre os arqui-inimigos, Estados Unidos e Cuba, as coisas ficaram diferentes. Os Estados Unidos estão se aproximando da América Latina e sim, consideram o continente uma das prioridades da sua política externa. E além dos norte-americanos, ainda tem os chineses, que passaram por aqui fazendo alianças e investimentos que deixam os europeus no chinelo. Como se não bastasse esse retrato por si só, pintado com cores nada alegres, tem ainda a crise latino-americana, que também não ajuda. A Venezuela, que lidera o ranking de todos os problemas que vão desde as atitudes antidemocráticas do seu governo até o desrespeito total à carta de direitos humanos das Nações Unidas, devem muito aos países europeus. E parece que não vão pagar nada nos próximos anos. Tem o eterno enfant terrible, a Argentina, que também não honra seus compromissos e ainda ameaça com discussão sobre a soberania das Ilhas Malvinas. O Brasil está em crise econômica e certamente o fluxo de dividendos que iam para Europa, dos investimentos feitos aqui, secou. A instabilidade ronda alguns países da América Central ao mesmo tempo em que pelo menos continuam estáveis a Colômbia e o Peru. Mas, como um todo, o continente não é mais o preferido para os investimentos, inclusive porque os preços das matérias primas e produtos agrícolas que exporta caíram muito. Os dois continentes falam muito, dizem pouco e não conseguem nem fazer acordos de comércio que aumentem o comércio. Portanto, está na hora de mudança ou então sairá mais uma declaração que ninguém entendeu e nem pretende aplicar. Stefan Salej 4.6.2015.

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