Tuesday, 10 February 2015

DO IMPERADOR E O APRENDIZADO

Do Imperador e o aprendizado

Ninguém é de ferro e, no meio de muita tensão, stress e preocupações, assistir novela não é exatamente ler um livro de Slavoj Zizek, filósofo europeu em moda hoje, mas não deixa de ser uma boa diversão. Mesmo sendo empresário ou empreendedor, não cai a coroa da sabedoria se você assistir a novela e souber se divertir e mais: aprender. Primeiro que as novelas brasileiras são da mais alta qualidade visual e apreciadas como cultura brasileira no mundo inteiro. Não tem nenhum produto brasileiro que atinja tantos países como as novelas. Avenida Brasil foi vendida para mais de 140 países que assim viram como é Brasil e quiçá ouviram falar o nosso português.

Em segundo lugar, porque não tem novela brasileira que não fale de empresa, de empresário e de negócios. Na maioria das vezes fala mal, apresenta uma realidade empresarial que só existe na novela, e quase sempre o empresário ou empresária é vilão. E mostra as relações empresariais através de uma ótica que o povo adora, mas que está  longe de ser a realidade de cada dia e de todos os dias dos empresários no Brasil. Ou não?

O último sucesso da TV Globo, Império, está mais perto  de Minas do que os outros. Mostra uma empresa que "mexe" com pedras preciosas, transformando-as em jóias, e com comércio ilegal,  enriquecendo uma família que fica destroçada com tramas de todos os tipos. Mas, ficam patente o exercício ilegal de negócios, vendas e compras  com ou sem notas, contas em bancos suíços à margem da  legalidade com acesso facílimo, e mais uma gestão complexa e difícil de uma empresa familiar. Empresa onde a família participa, filho rouba funcionários, pai se finge de morto, um misterioso Maurilio investe na empresa e procura ao mesmo tempo a sua destruição e mais e mais. Tramas e traumas, brigas e confusões, e a empresa como fica? Dificuldade financeira, funcionários sem receber salários em tempo e questionando a lealdade da empresa com eles, esquecendo o verso da medalha.

Mas não é só o Império que existe nesta história. Tem mais o cabeleireiro, micro empresário que administra seu salão como a maioria dos seus colegas. Informalmente. E o restaurante Enrico que passou ser a chamado de Vicente, onde os dois chefs motivam a equipe de uma forma interessante e  teve a muito comum denúncia falsa de higiene. Aliás, essa é a história verdadeira que foi inserida na novela.

Não deixam de ser interessantes outras personagens como Antoninho, com a escola de samba, e o dono do botequim com comida nordestina. Mas, também as novas relações, tais como a maneira de tratar os "diferentes",  como os homossexuais e o seu papel na sociedade e nas empresas, devem ser observadas cm  atenção. Em resumo, há de tudo, inclusive o discurso impressionante da Cristina quando se forma em administração de empresas após ser dona de box no camelódromo. E a história do pintor doente e a sua exploração.

Em resumo, preste atenção e se divirta. Você pode apreender muito. A fantasia às vezes está mais perto de realidade que você acredita.

Stefan Salej
7.2.2015.

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