Thursday, 19 June 2014

Da Internet e nosso futuro

A Copa no próximo mês pode nos dar muita alegria, ou tristeza, já que a bola é redonda. Mas, é só um campeonato de futebol. Já o congresso mundial sobre internet e a aprovação da nova lei sobre internet, esses sim, vão  definir o nosso destino, futuro e desenvolvimento no resto do século. O congresso em São Paulo, BH infelizmente não tem a mínima condição de sitiar um evento dessa envergadura, com a participação de 95 países,  é de uma importância fundamental. As discussões podem levar a mudanças profundas sobre o uso dessa ferramenta de transformações da sociedade chamada web ou internet. Trata-se de um congresso que reúne a sociedade civil, especialistas, acadêmicos e governos.

Mas, o gol de placa, mesmo com a bola entrando no canto esquerdo milímetros abaixo da trave, foi o que conseguiu o governo brasileiro com a aprovação da nova lei ou marco civil de internet. Não  importa a nítida impressão de que poucos deputados e senadores sequer sabem o que votaram, e os que sabem queiram só benefícios para alguns grupos empresariais, mas a lei foi votada, apresentada no referido congresso e mostrou a liderança do Brasil. A lei brasileira virou referência para muitos países. E também não vem ao caso se essa lei foi consequência da espionagem norte-americana da nossa governante. Importa que a lei saiu e saiu bem.

E agora começa o grande trabalho, aliás esse que teve em Minas seus inícios mais promissores que se perderam no tempo. Minas foi pioneira na introdução e expansão da rede não acadêmica de provedores de internet. A coragem de Luiz Otávio César Siqueira, que  convenceu o então todo poderoso Ministro das Comunicações  Serjão  a mudar a legislação, permitiu que Minas tivesse na década de 90  mais de 100 provedores. A contribuição da esfera acadêmica mineira foi fundamental para o desenvolvimento da área no Brasil.Mas, mesmo com vários ministros mineiros na área de comunicações posteriormente, os mineiros emigraram e minas contínua exportando minério e mineiros. A opção de desenvolvimento de uma ferramenta do futuro foi trocada por liderança em cachaça, algo nada mal, mas não tão promissor.

Agora começa o trabalho para valer, um tanto quanto atrasado. Desenvolver uma base científica,  que custa um bom dinheiro, e a base de equipamentos, para que país aproveite ao máximo essa ferramenta do século XXI, é um projeto nacional. Não adianta chorar que outros países usam e abusam dessas ferramentas para dominar o mundo. É trabalhar, investir e produzir. Aliás, um extraordinária oportunidade para esta e para as próximas gerações. Agora, se tudo isso, após essa lei,  virar uma PAC de internet, estádios de Copa não terminados, o Brasil continuará no caminho do crescimento potencial de sub-desenvolvimento.

Stefan  B. Salej
23.4.2014.
 

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